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Tuesday, March 3, 2009

Amor, paixão, cumpicidade, sinceridade: Cadê vocês?


Amor, sempre ele, tema recorrente na minha vida.

Sim, Mary tem sentimentos. Ama, chora, sofre como qualquer mortal.

Ela se relaciona e tenta fazer isso da forma mais transparente possível.

Sinceridade com os outros, consigo mesmo, com a vida. Onde ela anda?

Sim, este é mais um daqueles post reflexivos que você costuma ler por aí, o clássico, pós-quebra-de-um-possível-relacionamento. Só que aqui eu não escrevo choramingos nem lamúrias. Faço auto-análises críticas para expiar minhas dúvidas, culpas e seguir em frente.

Com o passar dos anos e o término do meu último relacionamento de fato e de direito por assim dizer, posso dizer que, de certa forma, sofri algum tipo de mutação. Sim, mutação, pois o que tem acontecido comigo definitivamente não deve ocorrer com pessoas que são nativas deste mundo.

Eu custo a me apaixonar, mas quando isso ocorre, jogo de cabeça. Se é pra ser, que seja direito. Só sei ser assim. Não espero recíproca, mas tolerância, até porque a velocidade de homens e mulheres nunca coincide. E sou do tipo que prefere não ter a ter pela metade.

Só que por mais que eu goste e me sinta bem quando estou com a pessoa, se a postura dela longe de mim não me dá segurança... eu não me sinto bem. Isso me deixa angustiada e quando isso acontece eu forço a barra mesmo para até a pessoa tomar uma posição ou romper.

Sim de propósito. E não me tranco em casa afundando em depressão por dias, semanas, meses. Me concedo no máximo um dia de luto.

Acho que se a outra parte se importa com você e quer estar contigo ela deve fazer um mínimo de sacrifício. E isso não significa te ver todo dia, ligar loucamente, mandar um milhão de emails. É saber que com gestos simples se faz presente e se preenche a necessidade de uma pessoa. Oi, Bom dia, boa noite, como foi seu dia no final de um dia estressante fazem milagres e arrancam sorrisos até mesmo do mais massacrado dos seres humanos.

Quando isso ocorre e a pessoa não entende, invariavelmente, fico triste, frustrada. Sinto falta dela, mas sinto alívio. Acaba o tormento puro e simples. Choro uma noite para no dia seguinte estar bem. Minha cota de sacrifício tem limites e certas coisas eu não consigo tolerar como ausência, silêncio, dúvidas.

Às vezes você escuta algo do tipo: vamos devagar, com calma, só que tudo é relativo. O meu devagar com calma pode não ser o mesmo da pessoa, e aí? Sou ótima para trabalhar com limites, desde que eles existam e sejam bem definidos. Eu sequer atravesso fora de uma faixa de pedestres, como sustentar uma relação com limites invisíveis sem ultrapassar os SEUS limites?

Há anos que não corro atrás de ninguém. Não me exponho, não sorrio, não me mostro. Não me coloco à disposição do "mercado". Fujo. Desde então, todos os relacionamentos que tive nasceram por causa de pessoas que vieram atrás de mim, por qualquer motivo que seja. Isso porque eu dificulto. Aterrorizo mesmo, falo logo todos os meus podres, que pra mim não são podres mas para homens. Digo até mesmo que ronco, hoje em dia até com mais orgulho, depois que descobri que seres roncadores sobreviveram na seleção natural, o que me torna um ser "superior".

Louca? Não. Seleção.

Muito fácil para o homem se encantar pro uma moça bonita. Mas nenhum se arrisca, por mais bela que ela seja, se ela for mau-humorada. São poucos os que se atrevem a tentar desenterrar um pouco mais sobre ela. Poucos realmente se importam em conhecê-la, e menos ainda são aqueles que se dispõe a entendê-las. São pessoas como esses últimos que acabam namorando comigo.

Obviamente nenhum deu certo afinal, não estou com mais nenhum deles, mas foi bom enquanto durou. Terminou por diversos outros fatores, afinal, um relacionamento não subsiste somente de amor e de atração, existem variáveis diversas a serem equacionadas para que o amor seja viável: planos, sonhos, rotinas.

O que me choca, às vezes, são as promessas vãs que se faz para conquistar alguém.

Imagine uma pessoa que não esconde suas carências, seus anseios, seus medos, suas necessidade de atenção, seus sonhos. Eu sou assim, eu digo mesmo e sou cara de pau, quando a pessoa se engraça um pouco mais, dando a entender que quer tentar "algo": olha só você tem certeza do que você está dizendo? Mesmo sabendo que eu sou como sou? Você vai encarar mesmo?

E ainda faço a pseudo-ameaça de que tenho tudo registrado em txt em desfavor do ilustre candidato que invariavelmente transmite confiança e medo algum de encarar o rojão que lhe é proposto. Ninguém dá para trás.

O contato é diário, mensagens diariamente a qualquer hora do dia. A pessoa conhece seus horários, sua rotina. Aparece nem que seja pra dar boa noite , não dorme sem essa. É capaz de conversar com você por horas a fio, inclusive em horários em que sabidamente não deveria estar fazendo isso, mas o clima acaba permitindo o deslize.

Aí acontece, tudo é um sonho, encontro atrás de outro, sorrisos, ligações, pequenas promessas. Acaba o feriado e volta-se a rotina. Não será como antes, afinal, a conquista se concretizou, hora de colocar o pé no chão certo? Contato sim, mas vamos pegar leve, afinal, somos adultos, trabalhamos, temos responsabilidades.

Só que de repente a coisa parece fria. O contato some, do nada. Final do dia, uma ligada pra saber se está tudo bem (está sim, claro, tive um dia enrolado!), alguns poucos minutos depois a ligação termina. Infinitamente menos do que era na fase pré-conquista mas OK.

Só que isso se repete ao longo de uma semana inteira e eu não abro a boca. Fico na minha. Na quinta a pessoa fala sobre sair na sexta, ótimo. A gente combina amanhã. E no "amanhã", quase na hora de ir embora, manda a gracinha: "até segunda". O sangue ferve mas antes que possa explodir vem aquele sorrisinho de "estou brincando", combina-se algo, derreto por dentro e tudo fica certo. O final de semana transcorre perfeito. Como a vida deve ser.

O mesmo se repete na semana seguinte e eu começo a me sentir estranha. Tudo bem que o contato anterior era excessivo, mas a falta dele me incomoda e eu não me sinto à vontade para ligar, então, mando um email aguardo retorno, fico na minha. Um dia inteiro sem contato.

Dia seguinte a pessoa aparece, conversa amenidades e fica por isso mesmo. Fala de sexta, por mim OK. E passa a semana assim, agonizante, me torturando, querendo entender. Já tomei mais iniciativa do que gostaria. Passo o fim de semana ainda tensa, relaxo um pouco, mas quando a semana recomeça... volta tudo. Não dá, simplesmente não dá.

Tento expor o que estou sentindo e a pessoa me diz que devemos ir "com calma" e eu pergunto com calma quem cara pálida? Acaso estou pedindo mais do que disse que poderia pedir ou precisar? Defina calma, defina limites. Ele diz, vamos vivendo, um dia de cada vez, quero estar com você. Quero te conhecer, não tem outra pessoa em minha vida, fique tranquila.

A agonia me tira a fome, o sono, a tranquilidade. Quero entender o que houve. Não consigo falar, não consigo me expressar. Passo uma segunda feira horrenda, cheia de dúvidas, completamente angustiada e desconcentrada. Decido: hoje eu vou desabafar.

E desabafo. Espero ele entrar em contato e exponho tudo: quais eram as minhas expectativas e as expectativas que ele gerou. A situação que tínhamos antes e a que vivíamos agora, o que eu esperava e tudo mais. E que ir devagar não era um problema, mas que eu precisava defiinr limites, saber até onde podia ir pra me sentir tranquila.

"Eu gosto de vc, adoro estar contigo, mas sinceramente não sei se estou pronto ainda". Pronto para quê? Pra sair com alguém e conhecer? Então como vc comete a loucura de sair com alguém como eu, sabendo como sou? Não deixei claro? "Sim, você deixou claríssimo! Você é encantadora, não consegui não tentar, mas não posso dar o que você quer". Então porque tentou diachos? "Não sei. Acho que não estou pronto para você. Talvez não esteja pronto para ninguém." APLAUSOS!

Queria entender como não consigo sentir raiva. Avisei que deletaria meus acessos, mas que ele continuaria tendo acesso a mim. E só fiz isso pois ele demonstrou mais dúvida do que falta de sentimento, mas tenho minhas dúvidas. Só não avisei que o "acesso" não duraria mais que 72horas, tempo máximo que meu coração aceita retratações. E eu não mando mais recado, não dou notícia, não ligo, desapareço da vida da pessoa mesmo.

Chorei, chorei muito. Conversei com n amigos (obrigada amigos!), desabafei, chorei de ficar com olhos inchados, queria entender. Isso antes da conversa derradeira.

Eu gosto de atenção, não nego. E eu PRECISO me comunicar. Seja por telefone, por mensagem, bilhetinho, fax, eu sou um ser que se comunica. A pior coisa que pode me acontecer é me isolar do mundo das pessoas. E a coisa que mais me machuca e enlouquece é o silêncio.

Quer por suas chances comigo abaixo? Fiquei um dia sem falar comigo sem um justo motivo. Eu desmorono, perco meu centro, me perco. Coloco tudo abaixo mesmo em prol da volta da minha sanidade mental.

Acho ridículo pessoas que se rastejam, correm atrás lamentando, rastejando, ainda mais quando ouvem um : eu não gosto de você ou eu não te quero mais. Eu mesma sofro até hoje com um que me persegue, mesmo depois eu tendo feito de tudo para deixar claro que tinha morrido. Ignoro ele há MESES e ele continua mandando recadinhos.

Aliás, ele passou por mim ontem na rua e me viu. Antes da conversa derradeira. Às vezes não me pergunto se não foi ele de novo. A maldição. Como se fosse um gato preto atravessando a minha vida.

A única pergunta que não quer calar é o porquê dessa diferença na mecânica da paixão e amor de homens e mulheres. Mulheres apanham, apanham mas estão sempre abertas a começar de novo, querem o relacionamento, querem arriscar e se não der termina. E eles com medo de sequer começar. E depois se dizem o sexo forte!

Só sei que acordei hoje com o coração frio, a cabeça idem. Tomei meu banho, me arrumei, fiz tudo como de costume, cheguei mais cedo ao trabalho e resolvi escrever. A angústia se foi. Os medos e as dúvidas idem. Não senti falta dos telefonemas nem de receber emails dele. Minha vida segue.

É o fim. Ou um novo começo.

E como dizem que no Brasil o ano só começa depois do carnaval... Feliz ano novo.

Atenciosamente,






Thursday, January 22, 2009

Chove chuva...


E chove sem parar! PQP!! Desde terça de tardinha e provavelmente até sexta que vem segundo o Weather Channel e o Climatempo.


Apesar de a previsão do tempo sempre falhar, como Murphy é poderoso e cruel, só de sacanagem desta vez eles estarão certos.


Qual a graça de cair esse chuva toda no meio do verão? Porque cair aqui na cidade e não onde precisa, nos rios que abastecem as hidrelétricas? Qualquer dia vamos ter outro apagão e vão dizer que foi... falta de chuva?


Tem gente que gosta de chuva. Chuva boa pra mim é só é bom em dia morto, não útil.


Você deve estar se perguntando: você prefere chuva no final de semana ou num feriado? Se não estiver de férias, sim, prefiro.


Um dia chuvoso no final de semana te prende para uma série de atividades; ao menos para mim é uma oportunidade ÍMPAR para por a vida em dia e fazer aquelas coisas que você nunca faz quando está ensolarado:


- ligar pra família e amigos (que não tem email)

- ouvir seus CDs

- ver filmes

- organizar seus papéis

- fazer uma faxina no armário e dar aquilo que você não usa mais

- limpar a fila de livros que você compra e nunca tem tempo de ler

- fazer uma visita a amigos, passar uma tarde batendo papo

- terminar um trabalho pendente

- pintar a casa

- mudar os móveis de lugar


Dentre outras mil coisas que poderia citar.Agora durante a semana é FLÓRIDA.


Vejam o meu dia de ontem: presa no trabalho o dia inteiro. Na hora do almoço, fomos almoçar no Shopping e assim que terminamos de pagar a conta... caiu a luz. APAGÃO, Nunca vi isso em shopping!


Por causa da chuva, às quatro da tarde os alto falantes anunciam que tiveram que lacrar a saída dos fundos da empresa por onde habitualmente entro e saio por ser a mais próxima de minha casa. Chega na janela por volta das 17hs e vejo dois carros BOIANDO no meio da rua.


Desço para comprar algo e vou na farmácia, que parece ter sido saqueada. Não há UM biscoito decente sobrando ou chocolate. Idem na banca do jornaleiro. Resolvo, então, fazer um lanche e encontro a lanchonete LOTADA. Impossível achar uma vaguinha no balcão. Não há mais biscoitos, salgados, nem pão de queijo.

Resolvo pedir um pão na chapa com polenguinho. Péraí que vou ver se tem polenguinho (Fulano tem polenguinho? Têm!) sim tem polenguinho, mas o pão francês acabou! OK, pode ser no pão de forma!


E fico no aguardo... 5 minutos, 10 minutos... chega alguém do meu lado e pede mixto quente. 15 minutos, 20 minutos e chega o mixto quente da pessoa do meu lado... 25 minutos e pergunto: vem cá, eu to aqui há mais tempo, pedi um pão com polenguinho e nada? A pessoa do meu lado chegou depois e já levou?!


A moça me serve o cafezinho e eu digo mas agora eu não quero, quero quando vier meu lanche! E ela diz: depois sirvo mais! OK, digo... daí a pouco ela volta e explica:


- Olha o rapaz achou que tinha polenguinho mas não tinha. Aí, ele foi à padaria, comprou e acabou de chegar!

Olho incrédula para a atendente e minha xícara quase se vira. Uma digna cena lusitana!


5 minutos depois chega meu lanche, torradinho como gosto, graças a Deus. Mais café. as nesse meio tempo, confesso, ataquei um pão de queijo quentinho, me joguei em cima da turba e exigi: estou aqui há meia hora!


Termino meu lanche e subo, são quase 18:00, hora de ir embora e... ruas alagadas.


Sem trabalho, já que tinha tudo o que podia ser feito, me rendi ao papo com os colegas, sobre amenidades, fui fazer pesquisas de preços para minhas férias.19hs e nada, água baixando.


20hs vou pra casa, ruas ainda encharcadas, poças para todos os lados, dou uma volta descomunal e absurda, pois tenho que sair pela entrada principal que é a mais longe e passar por uma rua escura.Dane-se que é deserta. Mal pros pivetes, pois trombar comigo de mau humor nunca é saudável.


Chego em casa, enfim, há luz, suco, torradas e... mortadela light. E dane-se a dieta. “Só por hoje”.


Tomo um banho daqueles esfregando tudo, com nojo de todos os respingos imundos no meu corpo e na minha roupa. Vontade de me esfregar com pinho sol.


Ponho as roupas pra lavar na máquina com desinfetante. Sorte que eram das favoritas ou tinham ido pro lixo sem dó nem piedade.


E, completado o ritual... pro computador.


Fora do ar!!! Filho da mãe! Como eu queria que fosse um notebook pra tacar pela janela!! Quase 21:30 consigo restabelecer contato com o mundo e relaxo. Faço uma bela xícara de café (dane-se a dieta mesmo) e relaxo, lendo meus emails e vendo as notícias de amigos.


Fui dormir mais de 23hs, uma hora depois do habitual. Não joguei bola. Saí da dieta.


E vocês ainda perguntam porque eu odeio chuva?


Tuesday, January 13, 2009

Não obrigada! Mil e uma maneiras de usar.


Frase simples que diz muita coisa. Pergunto-me: porque as pessoas a nunca levam à sério?


Hodiernamente a expressão acima é utilizada para demonstrar recusa ou desnecessidade de uma atitude por parte do terceiro interpelante, desinteressada ou não. De forma educada. Ou não.


Por exemplo: você entre em uma loja qualquer para dar uma olhada nos produtos, já que ninguém põe o diacho do preço na vitrine. Faço questão de verificar sempre, não costumo comprar por impulso, conjugando sempre o binômio custo X necessidade e ninguém precisa saber disso. Quando não há preço na vitrine, entro na loja para verificar e, no último caso, pergunto o preço a alguém.


Quando uma pessoa entra silenciosa numa loja, já deveria ser óbvio que ela não precisa ser importunada. Ela SABE que há vendedores e SABE que eles estão ali para ajudar. E SABE que o vendedor está doidinho para vender. Mas ele não se contém:


- Bom dia, posso ajudar em algo?


- Não obrigada.


- Mas precisando de ajuda meu nome é fulaninha.


- Não obrigada. Só estou pesquisando preços.


- De nada, estou às ordens.


E depois dizem que mulheres fazem questão de ter a última palavra! Isso me emputece!


Faço a ronda em várias lojas do shopping e verificando que foi justo nesta primeira em que fui que tinha o melhor preço. Volto à dita cuja para comprar a mercadoria:


- Bom tarde, a senhora voltou, posso ajudar em algo?


- Não obrigada e não precisa me chamar de senhora, ainda não sou velha o suficiente.


- Sim... de nada.


Vou à prateleira, pego a mercadoria e me dirijo ao caixa para pagamento quando a vendedora voa à minha frente toda sorridente:


- Olá, agora precisa de ajuda?


- Não, não preciso. Já achei o que preciso vou só pagar.


- Mas você sabia que temos uma promoção que levando...


- NÃO obrigada. Eu só preciso disso, já estou decidida, só quero pagar.


- Desculpe, OK, qual a forma de pagamento?


- VISA crédito.


- Débito tem desconto de 5% senhora.


- CRÉDITO.


- Se a senhora comprar mais 10 reais em produtos a senhora pode estar parcelando a mercadoria em até vezes...


- CRÉDITO à vista. Eu não quero parcelas, vou pagar de uma vez só.


Frustrada a vendedora passa o cartão, me dá o boleto e começa e embrulhar a mercadoria....


- Não obrigada, não precisa embrulhar, apenas coloque num saco.


- Mas senhora...


- Não é presente e é menos lixo. Onde está sua consciência ambiental?


Silêncio.Mercadoria na sacola, digo obrigada e me viro, quando estou na porta da loja:


- Obrigada senhora, volte sempre!


- Não... obrigada!!!


Também pode ser muito útil para despachar pessoas inconvenientes, que tentam oferecer a sua própria pessoa em proveito próprio claro.Muito comum em festas, baladas, boates e micaretas.


- Aí gata, entra na minha...


- Não obrigada!


- Mas que isso gata, vai dispensar assim, na moral?


- Sinceramente não estou precisando da sua caridade. Só aceito doações vultosas e desinteressadas se acompanhadas de caráter e ausência de traços galináceos e de alto teor alcoólico.


- ???!!!


Também funcionou muito bem no carnaval em Salvador. A todo cara que tentava uma gracinha eu virava sorridente e dizia o meu “não obrigado” que invariavelmente tinha que ser repetido umas três vezes até receber o devido crédito. Sem ofensas.


Nos casos extremos, uma unhada no braço acompanhado de um olhar raivoso e do “não obrigada” também ajuda muito.


Afinal, micareteira tem que ter o direito de correr atrás do trio e se divertir sem pegar ninguém. Não achei minha boca no lixo.


Em tempo, respondendo ao email do "rafinha" (real sobrenome não citado e texto não citado para preservar sua identidade) , quanto ao seu convite, NÃO OBRIGADA!


Mas agradeço seu email, ele foi a inspiração para o post de hoje!


Atenciosamente,


Wednesday, January 7, 2009

Ligando o foda-se para o novo acordo ortográfico


Pois é.


Alguém que não tem mais o que fazer, resolveu que era hora de fazer um acordo ortográfico para que nossos patrícios em Portugal e um ou outro gato pingado pelo mundo que fale português possa se comunicar melhor.


PERGUNTA-SE:


Alguém aqui já teve dificuldade de se comunicar com algum português, angolano ou algo semelhante? Por causa das malditas regras? Duvido!


Estou lendo ensaio sobre a cegueira de José Saramago. Não estou tendo dificuldade alguma quanto à compreensão do texto e jamais fiz curso de Português de Portugal. À exceção, é claro, do fato de que o mesmo desconhece o que seja PARÁGRAFO, discurso direito e seus respectivos travessões, o que me enlouquece na hora de ler, mas, fora isso, uma ou outra expressão que não colide com as que habitualmente utilizamos imediatamente consigo identificar o sentido pretendido.


Se ele usasse o Word aqui no Brasil (hahaha) seria punido e considerado ignóbil, já que o Word entende que uma frase não deve conter mais do que 60 vocábulos!


A maior prova disso é que os entraves na comunicação e eventuais fatos geradores de mal entendidos não é a nossa ortografia, e sim a diferença no vocabulário, palavras idênticas, mas com significados diferentes, que causam alguma confusão, constrangimentos e por vezes motivos para piada.


Ora, pois, entrar numa bicha é super comum em Portugal! Porque lá, bicha é fila. Mas vai um Português dizer aqui, numa mesa de bar, que passou horas numa bicha.


Sinceramente, adoro o trema, acho que o acento nos ditongos em proparoxítonas é fundamental e tem lá o seu charme! Como tirar o circunflexo do ditongo “oo”? Soa até insosso!


Querem acabar com o hífen! Assombroso!! Neguinho já erra os dígrafos de consoante dobrada, agora então. Sou contra, totalmente contra. Hífen é charmoso e eu AMO!


Quanto à inclusão de W, K e Y, hahaha isso já está no sangue há muito tempo, afinal, com a internet e globalização, a utilização de vocabulário em inglês e suas abrasileirações, por assim dizer, já integraram essas letras há muito em nosso vocabulário.


Sem contar os pais que batizam seus filhos com nomes estrangeiros, CORRETAMENTE. Sabe no que dava aportuguesamento de nomes estrangeiros? Uóston (Washington), Quéli (Kelly), Méri (Mary). Uma breve “listinha” dos nomes que passaram pelas minhas mãos quando era estagiária de direito no escritório modelo e, depois, na defensoria. Criatividade de brasileiro é uma coisa.


Se querem unificar as nossas línguas, deveriam unificar era o vocabulário para não restar dúvida.


Eu tenho pra mim que nosso português é uma evolução do original, assim como o inglês americano, e creio que as evoluções são sempre para melhor. Imagine dar crédito a uma língua que é falada como há 400 anos atrás? Sem mencionar que somos quase 200 milhões contra menos de 20 milhões de Portugueses e lusófonos.


Na europa os dialetos, ainda que próximos da língua materna são consideradas línguas independentes, como por exemplo o flamenco e o holandês (flemish e dutch) e o espanhol e o catalão, com características bem acentuadas, tipo habitación e habitació, como vi em placas, livros e anúncios na Espanha.


Por mim mudava até de nome, sou favorável ao “brasileiro” como idioma particular. Nós já nos separamos deles há mais de 150 anos. E, no meu humilde entender, acho que o Brasil dá de mil a zero na nossa antiga “mãe”. Só nos falta reconhecer tal condição, grandiosidade e exigirmos o reconhecimento como tal.


E mais: garanto que tem muito mais português querendo vir pra cá do que brasileiro indo pra lá. Afinal 1000 querendo entrar onde tem 20 milhões é uma coisa. 1000 querendo entrar onde existem 200 milhões é uma piada.


É por isso que não entendo, juro que não entendo. Me revolta ver o nosso país tão grandioso beijando a mão de quem não merece e nunca mereceu (não se esqueça de como fomos explorados por eles).Por essas e outras que sou contra o novo acordo. Não vou aderir.


Wednesday, December 31, 2008

Coisas que irritam

Sempre parti do princípio de que toda unanimidade é burra, mas respeito opiniões.

Só não consigo entender porque as minorias nunca são respeitadas.

Explico: embora seja tradição no mundo inteiro comemorar o no novo, tem gente que não liga. Eu sou uma delas. É mais uma noite como outra qualquer, com a diferença que no dia seguinte meu salário cai. Nada mais.

Nunca liguei pra comemorar. Comemorei algumas vezes, ou melhor, acompanhei pois, quando se está com alguém, não cabe dizer eu, somente eu, você também tem que pensar como "nós". Tem que ser complacente e, realmente, virar uma noite do lado de alguém que vc ama passa a não ser um sacrifício custoso.

Mas este ano, sozinha e fugindo de confusão, decidi não viajar e ficar em casa. Pô-la em ordem, organizar o que já devia ter organizado, fazer meus orçamentos pra 2009, enfim por a vida em dia. Ano novo também não é pra isso?

Me irrita as pessoas se revoltando com isso. É por essas e outras que não tenho nenhum meio de comunicação que não seja email e o telefone. Email é só não acessar. Telefones, só desligar.

Não vou gastar dinheiro comprando roupa nova, ainda mais branca que não irei usar. Tomarei uma champagnezinha pois curto.

Mas para os revoltados não dizerem que sou rabugenta, prometo que deixarei pra tomar o último banho do ano perto da meia noite e usarei uma toalha nova e ficarei embrulhada nela até o ano novo. Amarela. E tomareu meu chandon baby.

Afinal, dinheiro é sempre benvindo.

Feliz 2009 a todos!

Monday, December 22, 2008

Explica para mim - Rótulos

Sim, eu leio rótulos de alimentos.

Já que minha dieta consiste basicamente em tentar não abstrair da minha vida tudo o que gosto, controlo apenas o que faz realmente mal para mim: excesso de gordura e, sempre que posso, incluir alimentos que tenham mais fibras e escolher os que tem menos calorias, dentre dois possíveis.

Por isso, há muito tempo, leio todos os rótulos, coisa de virginiana neurótica: calorias são benvindas, gordutas trans OUT.

E aí vem o motivo deste post, uma dúvida cruel e que sempre me irrita: alimentos que vem em porções ÚNICAS, em pequena quantidade para serem consumidos de uma vez só, porque eles não vem com rótulo simples e eficiente?

Exemplo: amendoim sem casca, meu vício. Embalagem de 35g. Eu não sei vocês, acredito que, assim como eu, metade do mundo abra o saquinho e entorne sem dó nem piedade. Aí você vai chegar as informações nutricionais: 1 porção corresponde a 15 gramas e contém... blablabla.

PQP! PQP múltiplos!

Alguém vai comer um saquinho mínimo de amendoins à prestação? E pra contar calorias, vai fazer regra de 3? Só pode ser sacanagem com a minha cara!!

Outra que vi: barrinha de chocolate: 20g. Um tablete com 4 quadradinhos e a informação nutricional menciona calorias e valores nutricionais correspondentes a uma porção que corresponde a... 1 1/4 de barrinha!!

Não entendeu? Uma barrinha fechada mais um quadradinho de outra barrinha. Igualzinho na aula de matemática da primeira série. Ou seja, a pessoa quer consumir um lanche com aquelas calorias e vai ser obrigada a abrir mais uma barrinha e resisti à tentação de comer duas?

E ainda tem as empresas onde os nutricionistas não sabem fazer contas.

Contem comigo:

1 porção do meu pão de forma (25g) tem X calorias e Yg de fibras. 100 gramas do mesmo deveriam ter 4X calorias e 4Yg de fibras certo? ERRADO!!!! Segundo a tabela nutricional, são 4X-12 calorias e 4Y-7 g de fibra.

Ou seja: se eu comer mais estou economizando calorias e consumindo menos fibras?

Juro que não entendo. Só sei que vou mandar um email pro conselho de nutricionistas com essas pérola a próxima vez que comprar esses produtos. E sugerir que coloquem uma disciplina de matemática básica no currículo.

Just in case.