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Wednesday, February 9, 2011

Brit.ains got problem!!


O mundo está cheio de gente bizarra. O campeão em quantidade acho que todo mundo conhece: aquele país lá do norte que já foi colônia de outro país, também no norte, mas do outro lado do oceano. (não dou nome aos burros, mas pra bom entendedor meia palavra basta).

Agora, qualitativamente, o povinho da metrópole é insuperável.


A mais recente bomba é a garota chamada Kate que se parece com a noiva do príncipe daquele país que resolveu largar a carreira para se dedicar a ser SÓSIA da mesma. Viver a vida de outra pessoa????

E a coitada ainda diz que pode ser contratada para se passar por ela para garantir sua segurança.

Francamente, esse povo tem problema. E todo mundo que foi colonizados por eles idem.

E a tal aspirante, antes mesmo de se casar já é aclamada como Lady Kate.

Se eu fosse a verdadeira Lady Kate, lá do programa da Globo, eu pegava o jatinho pra Londres e rodava a baiana... Afinal, uma qualquer roubar seu título?

Monday, April 13, 2009

Mary Irrita: não sabe brincar não brinca!


Estava lendo os post do twitter hoje e vejo um colega dizer: aqui no TRT da 10ª Região você tem que dar graças a Deus de que TEM computadores. Não sei se ele estava se referindo aos cartórios da justiça, às salas da OAB ou ambas.

Como diria esse amigo, ter um computador é um milagre. Eu acho que devia ser OBRIGAÇÃO de todos os fóruns manterem uma sala com alguns computadores funcionais. E ambiente wi-fi aberto para os que têm notebook, evitando, assim, superlotação destas salinhas.

Mas infelizmente não é a realidade. E, quando há uma sala decente para os advogados, não há gente qualificada para tomar conta e manter os mesmos funcionando adequadamente. Gente pronta para dizer NÃO aos abuso por parte de advogados que insistem em usar a internet para ficar navegando quando colegas querem usar, assim como outros tipos de atitude que inutilizam as máquinas.

Mas enfim, voltando às salas de advogados e aos computadores. Não me conformava com o fato de que em 2006, na sala dos advogados da Justiça Federal de uma certa cidade, numa rua que tem nome de país, a dita sala continha DUAS MÁQUINAS DE DATILOGRAFIA mecânicas e UMA máquina elétrica, aquela da IBM, com globinho.

É tão humilhante que dá vontade de fazer petição à mão, mas como uma vez fui despachar e um juiz muito fresco se RECUSOU a me receber, dizendo que se tinha sala da dos advogados eu deveria usá-la e trazer a petição datilografada.

Quando desci na dita sala foi que tomei ciência da situação descrita dois parágrafos acima. Como se tal não bastasse, a sala estava cheia de advogados bem velhinhos, que estavam ali fazendo sua social, tomando cafezinho e conversando com o funcionário responsável pela sala.

Olhei para as máquinas e voltei no tempo.

Em minha casa sempre houve máquina de datilografar.

Meu pai, contador, pediu a seu patrão que o mandasse embora para que pudesse levantar o FGTS e dar entrada num apartamento próprio. Logo após a dispensa, começou a série de crises da década de 80 detonadas pelos arrochos salariais, gatilhos, congelamentos de preço e as empresas pararam de contratar, nem seu chefe conseguiu fazer algo a respeito. Então, sem opção, começou a trabalhar em casa com a sua velha máquina, um cliente aqui outro ali, eu tinha uns 6 ou 7 anos de idade e era fascinada pelo barulhinho, as teclas resistentes e a mágica de ver o texto aparecer numa folha de papel com letras perfeitas.

Era meu sonho de consumo.

TODO trabalho da escola eu fazia na máquina, a ponto de minha mãe ser chamada à escola para ser censurada por permitir que eu datilografasse meus trabalhos; que eu tinha que escrever para fixar a caligrafia pois era muito jovem. MORRI DE RAIVA.

Moral da história: para aplacar meus ânimos, ganhei de presente a possibilidade de fazer o curso de datilografia na escola ainda na 3ª séria. Três aulas semanais de 45 minutos o qual cursei e fiz provas até a quarta série, quando a escola parou de oferecer.

Continuei praticando em casa, pois sempre acreditei que saber datilografar, ainda que não fosse com os cinco dedos era importante e que um dia seria de grande valia. Eu mesma, confesso, sempre trapaceei com o dedinho mindinho e nunca prejudicou a qualidade nem a velocidade com que escrevo. Muito tempo depois vieram as máquinas elétricas e meu pai comprou umaIBM. Um pouco mais leve mas um avião!

Mas foi quando chegou a época dos computadores logo vi que meu destino seria escrever muito.

Não compreendo como datilografia não é matéria obrigatória nas escolas. Que ensino de informática é este que incentiva navegação através de cliques? Tinham que ensinar datilografia, incentivar os alunos a escrever mais. Imagine só, aulas de redação e apenas UM texto por mês? Quando eu fazia curso de inglês era uma redação POR AULA, ou seja, duas ou três por semana!

Em 1984 eu era uma criança e tinha esta consciência. Como podiam os adultos daquela época, em especial advogados NÃO SABER datilografar? Já que a máquina de datilografar existe há pelo menos 100 anos (meu pai tinha uma Olivetti e constava que a empresa italiana atuava no mercado desde 1908).

Se naquela época empurravam com a barriga, hoje então... empurra-se o conhecimento universitário; faz-se uma inclusão digital que dá acesso mas não ensina caminhos, sem contar que, hoje em dia, quase toda atividade intelectual está condicionada ao registro, ou seja, à escrita e, conseqüentemente, exige-se a datilografia.

Pois bem, lá estou eu entre os velhinhos. Peço as folhas, sento na máquina e chega um deles e gentilmente vem explicar como coloca a folha, já que “pessoas tão jovens como você nunca viram uma máquina de datilografar".

Sorrio e informo que fiz curso de datilografia aos 8 anos e que tenho certificado de conclusão para comprovar. Ele se afasta, olha desconfiado, ri e aponta para o colega e senta, cruzando as pernas e esperando por algo que o faça rir.

Coloco a folha, seleciono a marcação de margens (mecânica pra quem não sabia que existe), coloco a folha, estalo os dedos e começo a datilografar... barulhentamente. Os velhinhos arregalam os olhos não só por causa do barulho, mas também por causa da velocidade com que meus dedos afundam as teclas, voltam e afundam de novo. Sem erros. A cada barulhinho que o tambor faz no trilho, retornando ao início vejo eles rangendo os dentes.

Em um minutinho faço uma petição perfeita, usando o carboninho para cópia, uma página inteira. Sem erros. O tal velhinho resmunga: exibida!

Faço questão de virar e responder: exibida não, eu treinei para isso. Eu não cheguei aqui me oferecendo pra ajudar alguém como se fosse a rainha da cocada preta. Eu não fico exultando meus conhecimentos nem contando “causos” em que eu “salvei meu cliente”. Muito menos demonstrando como consegui decorar um código. Eu simplesmente faço meu trabalho e sigo.

O velhinho me olha e antes que ele diga alto completo: antes que o senhor diga que eu devo respeitar sua idade, digo eu, respeite a minha.

Eu fiz faculdade igual ao senhor, só que levei cinco anos para me formar ao invés de três ou quatro, como na sua época. Passei por uma prova da OAB pela qual o senhor não passou, entrei para um mercado de trabalho com 20 vezes mais advogados que na sua época. Na sua época, um advogado recém formado ganhava MUITO bem e podia ter família. Eu tenho 30 e ainda moro na casa dos meus pais.

Escritórios exploram não só estagiários como recém formados. Você se imagina, na sua época, ganhando 2 salários mínimos que nem uma amiga minha? Acredito que o senhor também não saiba inglês, espanhol, não tenha noções de informática, pois é o mínimo que exigem hoje em dia para pagarem salários pífios. Aliás, salário não, pro-labore, pois a coisa esa tão feia que ninguém contrata. Aposto que o senhor também não gasta dinheiro com cursos e livros pra se atualizar, pois ouvi o senhor citando artigos de um Código Civil que já caducou há TRÊS ANOS.

Então meu senhor, o senhor é que me deve respeito. Sou jovem, mas minha vida não é mole. Eu tenho muito mais conhecimento que o senhor tinha ao sair da faculdade e é por causa de pessoas como o senhor que tem muito advogado bom por aí ganhando menos que porteiro!

Eu não desrespeitei o senhor, fui educada e gentil quando cheguei. Se o senhor ficasse na sua e não tivesse feito gracinha, querendo se exibir, não teria estaria ouvindo nada disso.

Então, não venha querer tirar onda de me ensinar como usar uma máquina de datilografar igual à que existe na minha casa desde que nasci e que uso desde os 6 anos de idade como se eu fosse uma retardada que eu JURO que nunca vou explicar ao senhor como se lê um andamento processual para acabar com sua diversão de vir à justiça toda semana para aumentar a fila numa vara cheia de processos só pra saber se andou o seu processo, que você sabe que não andou. Perguntar não faz processo andar. Está bem para o senhor??

Ele ficou mudo, voltou ao lugar dele sem conseguir dizer nada e eu me fui.

Na semana seguinte, precisei voltar e lá estavam os mesmos advogados. Fazendo social. Não falaram nada, mas eu fiz. Sentei na IBM elétrica. A única coisa mais irritante e barulhenta que uma Olivetti. Minha especialidade.

Wednesday, April 1, 2009

Como se sacanear no 1º de abril.


Faça o que eu digo, não faça o que eu faço.

Acordo atrasada, pra variar e vou voando pro banho e depois me arrumar. Antes de entrar no banho me olho no espelho e vejo meus cabelos NOJENTOS. Cabelo oleoso é a pior coisa do mundo! E o meu tem que lavar TODO SANTO dia.

Só que se lavar o cabelo vou ter que secar e me atraso pro trabalho. Ou não seco e desfilo como a medusa. Ou, ainda, deixo como está e todo mundo vai saber que não lavei cabelo. Dilema?


Ponho as mãos na pia tentando decidir e vejo pela porta aberta do armário embaixo da pia meus milhares de produtos e lembro de uma amiga que uma vez disse que, para cabelo oleoso, bom era passar talco, tirava o excesso de oleosidae e o brilho. Será?

Porque não? Sim, resovi tentar.

Pus um pouquinho na mão e espalhei. Não mudou muita coisa mas o cabelo não ficou branco.
Então continuei e pus mais. Sim, pus mais, fui colocando e o cabelo vai absorvendo, mas não parecia melhorar e continuava com aspecto oleoso.

Ai acontece o inevitável... alérgica que sou, vem um daqueles espirros histriônicos e escandalosos de sacudir o corpo inteiro e quando isso acontece uma nuvem de talco SOBE no banheiro e fico perdida na neblina.

É meninas, testei e não gostei. Não recomendo.

Mary

PS: No instante seguinte em que fiz esta merda me lembrei do episódio do babaca que pôs talco no secador de cabelo de uma menina. Presságio não ouvido dá nisso.

Sunday, January 25, 2009

Teatro - Machado a 3X4


Nesta última sexta-feira chuvosa, ingressos que ganhara dias antes, resolvi assitir a supracitada peça no teatro do SENAI, encenada pelo grupo Nós do Morro.

Tomei meu gardenal pra não ficar irritada com a chuva que chove sem parar e fui, tentar aplacar meus ânimos.


O ingresso não falava muito sobre o tema da peça e, quanto ao grupo, sempre ouvi falar bem, não só do cunho social que levou à formação do grupo (levar teatro e cultura aos moradores da favela do Vidigal) bem como a qualidade de atores ali descobertos e a criatividade com que montam seus espetáculo.

E realmente são criativos.

Lá chegando, pego um prospecto e vejo que a montagem é baseada no conto de Machado de Assis chamado "O Alienista".

Do pouco que me lembro de quando li o conto, no auge dos meus 12 ou 13 anos de idade, e que me fez gostar de Machado de cara, me recordo que tratava-se de um provável retrato irônico e crítica sobre o método de tratamento das pessoas portadoras de doenças psiquiátricas a época.

Em tempos em que provavelmente a medicina não era tão especializada em ramos como hoje, a não ser, provavelmente, clínica e cirurgia, um médico vindo da europa e conceituado em Portugal e Espanha resolve estaelecer-se e clinicar no Brasil, na então Vila de Itaguaí, no estado do Rio de Janeiro.

Tão logo chega e aclamado pela sociedade, tendo muito interesse em estudar as doenças da mente e da alma, pede permissão para criar a casa verde, uma instituição para albergar os doidos de toda espécie onde ele deseja estudá-los melhor e obter grandes avanços na medicina e lançar a cidade de Itaguaí no hall da fama, já que não existe no Rio de Janeiro, quiçá no país, hospital especializado nesta doença.

As instituições são equiparadas a um verdadeiro presídio onde os loucos são aprisionados em prol do avanço da medicina, comum na Europa mas novidade no Brasil, onde os loucos são cuidados em casa e andam livres pelas ruas.

E a partir daí começa a enquadrar na instituição todos aqueles que entendem possuir algum grau de loucura a ser tratada e estudada.

A partir daqui contarei detalhes sobre a peça e a história, portanto, continue po sua própria conta e risco. Depois não vá se irritar pois eu avisei.

O teatro do SENAI é mínimo, simples. Palco pequeno. Não há lugar para músicos.

Entramos com as cortinas já abertas, dois cabideiros, escadas, quatro ou cinco cadeiras do lado direito do palco e uma cadeira de barbeiro.

O teatro escurece e quando as luzes estão voltando, atores no palco e... música! Parte dos atores também é músico e toca instrumentos muito bem, alojados nas cadeirinhas na lateral do palco, primeira surpresa agradável.

Graças aos cabideiros, a peça é bem dinâmica, no meio da confusão de atores no meio dos palco as araras circulam e os personagens aparecem com acréscimo nas roupas. Poucas roupas por sinal. Os figurinos são bem simples, modestos mesmos, parecem até roupas bem velhas catadas em brechós.

A peça se desenrola e o grupo me surpreende. Bons atores posso afirmar. Muitos com excelente impostação de voz, em especial o ator Babu Santana. E cantam, cantam bem, coisa que nem todo ator de teatro faz e se sai bem, e como ali não há microfones nem playback, "quem sabe mostra e faz ao vivo".

Tudo isso num minúsculo palco, praticamente sem cenário e com poucos elementos de palco. Criatividade 10. Gostei muito da adaptação simples despretensiosa e despojada que foi feita.

Só não gostei muito de alguns poucos nús que aparecem na peça. Desnecessários e que no meu humilde entender não tem a ver com o escopo da história.

A medida que a peça se desenrola, Simão Bacamarte, o médico, personagem principal, começa a ver a loucura em cada um a seu redor e "enquadra-os" literalmente, mandando-os para a casa verde, representada por uma série de molduras no fundo do palco que representam as janelinhas da casa verde.

O enquadramento feito com uma... moldura.

Detalhe para a cena em que já tando enquadrado 4/5 da população de Itaguaí o médico começa a pensar. Chega na beira do palco e começa a olhar a plateia . E olha para a moldura. Olha para nós e volta ao fundo do palco e volta com umas dez molduras penduradas no braço encarando todos nós.

MEDO.

Achei que nesse momento fosse acontecer um momento interativo e ele iria sair sair enquadrando espectadores da platéia para preencher as janelas da casa verde, o que felizmente não aconteceu.

Enfim, agradou.

Bom, bonito e barato, ingressos a R$ 20,00 são convidativos.

Se vc não espera uma superprodução, vai ama e ainda por cima leva um leve musical, muito agradável.

Recomendo fortemente.

Saturday, January 10, 2009

Reflexões sobre a sinceridade e a verdade

Agora que estou devidamente gardenalizada e pronta para curtir uma night entre amigos, enquanto espero minha carona, que, como sempre, se atrasa mais que noiva em dia de casamento, aproveitei o embalo para filosofar um pouco.

Muito se fala sobre o que é importante na construção de relações e relacionamentos mas, para mim, a pedra fundamental se chama sinceridade.

Hoje em dia vejo que as relações entre as pessoas caminham em direção a um abismo, seja qual for o tipo de relacionamento. O mundo quer te devorar, ninguém é de ninguém, tenho que garantir o meu, são coisas que ouço diariamente. Mas na frente do suposto óbice ou inimigo, vejo desfiles de sorrisos falsos.

Eu, panaca que sou que sou, não consigo e isso me leva a refletir: aonde foi parar a sinceridade das pessoas?

Eu acredito que sinceridade é muito mais do que dizer a verdade. É ACREDITAR NELA. É ter em mente as consequencias de seus atos.

Ser sincero não é um ato que vc pratica com outra pessoa, mas um ato que se inicia com você e se completa no outro. Sim a sinceridade começa em você mesmo! Se você não é sincero consigo mesmo, com o que você pensa, como será sincero com outra pessoa?

É por isso que eu me fodo sempre. Com o perdão da palavra.

Sou do tipo de pessoa que tenho por princípio ser sincera comigo SEMPRE. Faço o que quero, sempre ponderando, claro, nos reflexos que minha ação terá na vida das outras pessoas. E eu FALO sempre o que sinto e o que penso. Não minto. Não omito. Se me incomoda, posso até me segurar, mas na primeira oportunidade, verbalizo.

Muitos me condenam, me cruxificam, mas no fundo acabam me dando razão. A sinceridade dói mas ela te liberta de uma forma inexplicável.

O que me causa espanto é, num mundo em que cada vez mais as pessoas se expõe me tudo culmina para que a verdade apareça e deveria, portanto, servir de incentivo para a sinceridade, vejo as pessoas cada vez mais migrando no sentido oposto.

Mentiras, intrigas, desculpas esfarrapadas e caras-de-pau que podem ser derrubadas pela pessoa mais inocente do mundo: google, bina e email estão aí pra isso... felizmente ou não.

Hoje em dia a mulher, por exemplo, pode-se valer desses meios para evitar um cara galinha, uma pesquisinha num orkut e descobre. Nem precisa dizer nada, se debulhar em lágrimas ou chamar o infeliz de canalha. Você simplesmente recusa, diz que não tem interesse e segue sua vida feliz pois evitou um cafajeste.

Como todo celular hoje em dia tem bina, não há mais desculpas para não se ter retornado uma ligação e você começa a ter uma real noção da consideração que aquela pessoa tem com você ou não. Desculpas tem prazo certo: até as 21hs do dia em que foi prometida a ligação.

Se com tudo isso ainda existem pessoas caras de pau e o pior, gente que cai, o que me assusta e me deprime é a capacidade de se abstrair a sinceridade na frente da pessoa. Verbalizar uma mentira, olhando nos olhos.

Eu fico puta quando vejo uma pessoa ter uma atitude com alguém e, quando a vítima vira as costas, ter outra. Sou a primeira a criticar e, em certas situações eu vou atrás do pobre inocente e falo mesmo. Não incentivo que ele exponha o mentiroso, mas apenas mostro que ele deve ter cautela, que nem todo mundo é bonzinho e que não se deve confiar tanto nas pessoas e, acima de tudo, não se expor, preservando sempre um pouco.

Coisa que, aliás, eu deveria fazer mais vezes e nem sempre faço.

Não dizer a verdade é irritante. Por mais que ser sincero pareça grosseiro e já fui taxada de grosseira várias vezes.

Várias vezes estive com pessoas que percebi logo nas primeiras linhas que não tinham nada a ver comigo, por isso, não deixei ir adiante e, em alguns casos nem começar!

Ogra, grossa, sem noção? Ora pois, tem coisas que só se sabe ou se descobre conversando, passando um tempo juntos, conhecendo a pessoa. Nunca me senti na obrigação de ficar com uma pessoa só porque saí com ela, até porque, saio para conhecer pessoas. Se tem a ver e me interessa são outros quinhentos. Não sou assistente social para fazer caridade.

Me irrita que as pessoas não tenham a mesma postura comigo.

Eu sou sincera, franca, um livro aberto. Quem conversa comigo um dia já sabe mais ou menos como penso, minhas posturas, como ajo e me emputece francamente quando alguém puxa papo comigo ou me promete algo, o que quer que seja, quando não tem a mínima intenção de cumprir.

Sair com uma pessoa, por exemplo, e dizer que quer sair de novo quando você não quer, apenas porque a pessoa espera isso não é educação nem ato de piedade, pra mim é sacanagem, falta de sinceridade e crueldade, dependendo da pessoa.

Continuar um namoro que não está dando por pena da pessoa que está sofrendo é a maior falta de sinceridade que se pode ter no mundo, com a outra pessoa e com você mesmo. Quando uma das pessoas faz isso e ainda sai com outra para "aliviar o sofrimento próprio" eu fico possessa! Dá vontade de matar.

Esse pecado eu confesso que já paguei. Continuei por pena, mas no fundo, acreditando que as coisas poderiam mudar e, no final, dar certo. Mas não deu. E, no final, deixei rolar por falta de forças. Mas quando tomei a decisão, não voltei atrás fui firme. E fui... CRITICADA! Por que não dei nenhuma chance à pessoa. Depois de 4 anos tentando discutir o relacionamento e expondo os fatos que me desagradavam, que chance eu ainda tinha que dar? Era por o ponto final para seguir em frente.

Outra coisa que considero falta de respeito e de sinceridade é negar um retorno a quem espera isso de você. Tipo, você sai com uma pessoa, sai de novo, ela pergunta posso ligar e o outro diz pode! Aí não atende a ligação e não retorna também naquele dia.

Somente um bom motivo me faria abstrair um fato como este e não considerar como tentativa de me enganar, e dentre eles considero um BO (boletim de ocorrência) de furto do celular, ou prova cabal de quebra e impossibilidade de contato por qualquer outro meio. Nada justifica a falta de um sinal de vida antes das 21hs num sábado.

Acho que não ter gostado, não ter se identificado ou simplesmente não querer, seja por falta de vontade ou porque tem um outro compromisso ir é um direito. Logo porque não falar a verdade?

Sabe o que é pior? A pessoa que faz isso com você, invariavelmente se arrepende depois e volta a falar com você como se nada tivesse acontecido, principalmente quando não tem nada melhor para fazer e te usa como coringa. O que é pior ainda.

Aconteceu comigo uma vez e eu, inocente, caí. Fiquei arrasada, me sentindo otária, chorei horrores.

Mas na segunda, vislumbrando o possível golpe, me preparei.

Numa sexta à tarde ele me liga, do nada puxando papo comno se nada tivesse acontecido! E me chama pra sair. Digo prontamente que não quero, que não estou a fim mas ele insiste, copiosamente. E deixo claro que tenho programa pro sábado e pro domingo, mas ele insiste que eu TENHO que arrumar um tempinho para ele.

Sábado, pelo celular ou torpedos os convites pipocam. Convidada para sair para um jantar, barzinho ou algo semelhante, depois de algumas recusas tento averiguar o real interesse e a real falta de opção do cafajeste e pensei, vou fazer esse cara desistir de uma vez por todas!

Aceitei sair, mas bem tarde. Disse que tinha vários compromissos com amigos, praia, etc, e que chegaria em casa por volta das 19:00 mas ligava quando chegasse para combinar a hora.

19:30 ele liga e digo que estou atrasada.

20:00 ele liga e digo que já estou saindo.

20:30 ele liga de novo e digo que já estou a caminho.

21:30 ele liga digo que saí do banho e estou me aprontando.

22:30 ele liga de novo e digo que ainda vou demorar um pouco (hahaha eu me arrumo em menos de meia hora e mais rápido que homem. Secando cabelo inclusive)

23:00 ele liga e digo estou quase pronta! Dá uns 10 minutinhos e vem!

23:20 ele toca o interfone e peço que espere um pouco pois estou acabando a maquiagem e ainda tenho que arrumar a bolsa.

23:45 desço deslumbrante, ele chega todo sorridente esperando um beijo e eu dou um beijo no rosto. Ele abre a porta do carro, encosto no carro e digo:

- Sabe, pensando melhor acho que não vou sair hoje. Não estou a fim.

- Mas como assim? Você marca comigo, num sábado, atrasa horrores, me faz vir até aqui e diz que não quer sair mais? Está louca?

- Não só estou sendo sincera!

- Mas que porra de sinceridade é esta?

- A sinceridade que voce não teve comigo quando saímos da última vez. Te liguei, esperei uma resposta, um outro convite e você sumiu e ó duas semanas depois me aparece chamando para sair?

- Ah mas eu não estava a fim só isso! Qual o problema?

- Então porque disse que eu poderia ligar?

- Ah porque se não falasse isso você ia ficar chateada.

- Ah tá certo, você não é capaz de ser sincero consigo mesmo, mente para mim e acha que está fazendo bonito porque disse algo que eu esperava? Eu pelo menos estou sendo sincera e não estou mentindo.

- Você é LOUCA!

E me segurou pelo braço.

- Não sou louca. Simplesmente quando cheguei aqui embaixo, olhei para você e lembrei do nosso último encontro, perdi a vontade. Pelo menos estou te poupando. Ah e por favor não me ligue, nem mande mensagens. Sério, não espero nada de você, nem desculpas. Não quero sair com você. Pensando bem nem gostei tanto do nosso último encontro. Não vale a pena continuar. Pode soltar meu braço agora?

- Mas que maravilha! Mais alguma coisa que você queria dizer?

- Eu não, mas se você quiser, pode falar com a minha mão!

- Hein??!!

*SLAP*

- Boa noite!

Quando tudo falha, lembre-se: a sinceridade manual funciona!


Monday, December 29, 2008

Crítica: Cinema

Ontem estava num momento gardenal, ou seja, feliz e controlada e fui ao cinema ver Madagascar com um amigo.

Nada me tirou do sério, nem o fato de estar dublado e de o filme começar com a clássica “eu me remexo muito”, versão bizarra da música original, cantada pelo Sascha Baron Cohen, que aliás, dubla o rei Julian.

Podem falar mal o quanto quiserem mas eu AMO aqueles pingüins neuróticos

Mais um daqueles filmes em que a seqüencia (1) supera o primeiro, assim como foi Shrek.

Adorei a história, a trilha sonora principalmente e o fato de que todas as crianças estavam comportadas. Pude chorar sem me sentir constrangida.

Enfim, vale a pena assistir, seja você adulto, criança, velho ou retardado. Diversão garantido. Mary approved.

Mary

(1) Dane-se o novo acordo ortográfico, continuarei usando trema e pronto. Minha avó até falecer ainda usava acentos circunflexos em desuso! Pelo direito de provar minha idade!