Tuesday, June 22, 2010

T9 vai tomar no c* !!

Prático para alguns, mortalmente irritante para outros a "previsão de texto" vulgo T9 é a coisa mais ODIOSA que existe no mundo para mim! Pra quem tem preguiça de digitar ou em telefones comuns até entendo que possa vir a ser prático, mas PQP, não pode ser default!

Tenho um smartfone com teclado qwerty para poder digitar letra a letra meu texto e veio com essa meleca ativada. E pra desativar? nem o suporte Nokia conseguiu informar. Ler o manual é o cacete!!

Acho que o razoável seria essa porcaria vir desativada e haver um menu de configuração CLARO e ESPECÍFICO para quem quiser ativar esse recurso.

No meu celular tem alguma tecla que eu não sei qual é que se eu pressionar por muito tempo ativa o recurso, mas não consegui descobrir aindaqual é, nem o suporte, nem está na merda do manual. Desativar na marra só editando alguma mensagem de SMS mas vai lembrar disso a cada vez que dá o problema?

Agora mais irritante que isso é quando vc manda mensagem a um grupo de amigos perguntando se alguém SABE COMO DESLIGA O DIACHO DO T9. Meu sentimento: se eu sei como faz, escrevo dizendo. Se não sei, fico calado. Assim sendo, mandar ler o manual ou ligar pro suporte NÃO É AJUDA e isso me irrita profundamente. Não sabe, fica quieto!

No final das contas consegui desligar a porcaria do T9 que mais me atrapalha do que me ajuda, mas não sem antes me irritar com mensagem mandando ler o manual, duas me dizendo pra ligar pro suporte ou ir numa loja TIM "pois lá eles devem saber" e outra me convencendo que usar o T9 é tudo de bom.

Ainda bem que dessa vez foi rápido.

Se alguém aí souber como DELETA e porcaria do T9 forever do celular, favor escrever para marygarotatpm@gmail.com.

Agradeço encarecidamente.

Monday, June 21, 2010

Mulheres e seus sapatos

Acho que fui a única criança da história com trauma de sapatos de salto.

Subi poucas vezes nos da minha mãe, porque achava bonito. Enquanto a maioria das mães achava isso lindo, a minha dava esporro, pois aquilo não era coisa pra mim e eram grandes demais E depois de muito esporro, desisti e aceitei. Até porque mesmo crescendo e ultrapassando minha mãe em mais de 10cm, eu calço exatamente um número a menos que ela, ou seja, os sapatos dela nunca seriam meus.

Até uns 15 anos eu só usava tênis. Não tinha sapato, salvo aquele boneca cafona que usava na escola, pois fazia parte do uniforme. Tênis ou havaiana. Não tinha mais que 4 pares de calçados naquela época, era feliz e não sabia.

Mas me recordo das tantas vezes que olhava a parte de baixo do meu armário, via ali meus poucos pares e me questionava como conseguia viver com tão poucos. Chegava ao ponto de guardar sapatos que não usava ou velhos sapatos de minha mãe só para fazer número.

Na formatura da 8ª série e quando fiz 15 anos e fui obrigada a usar vestido cafona e um sapato com saltinho mínimo me senti uma mistura de alien com predador. Sem mencionar que na segunda ocasião ainda tive que frequentar uma festa. Em minha homenagem.

Ah sim, e na formatura de 2º grau comprei oficialmente meu primeiro sapato com saltão, mas alguma plataforma na frente, incentivada pelo meu então namorado. Era linda, mas passei a noite inteira sentada, com meio de cair e, alguns anos depois, acabei doando a dita cuja.

Passei anos nessa vidinha simples e confortável, sem saber o que eram calos, bolhas e outraz mazelas que acometem os pés das pobres coitadas que vivem em cima do salto. Minha vida era feita por tênis, mocassim, chinelo. Às vezes um ferrado e um bom conforme a ocasião.

Só quando entrei para a faculdade de direito comecei a mudar um pouco. Isso lá pros meus 22 anos. Foi quando descobri as sandálias de dedo e rasteirinhas, que podem ser tão confortáveis quando, sendo a única desvantagem que seu pé fica imundo e era isso o que usava quando comecei a estagiar. Pressionada pela conduta habitual de vestimenta em minha carreira, fui obrigada a ir incrementando o meu armário, que nessa época já devia contar com uns 6 ou 7 pares, contando as sandálias.

Achar sapato sempre foi um tormento. Calço 34, às vezes 35. Meu pé é muito fino e meus anos calçando só tênis ou sandálias de tirinha folgadas me deixaram intolerante a sapatos completamente fechados, com muito salto, pois não sei me equilibrar, sem contar que odeio a sensação dos pés escorregando pra fora do sapato, dedinhos fazendo pelas tiras, sapato apertando no pé...

Meados de 2000 havia a moda de sandálias anabela cujo salto era, cuja elevação era de 2 ou 3 dedos e confesso que me sentia super confortável. Comecei a usar, inclusive algumas mais altas em função da elevação na frente, compensando. Até porque namorava um rapaz de mais de 1,90m e ficar mais alta poupava meu pobre pescoço.

Mas definitivamente foi a abertura. A partir daí comecei a comprar sapatos com 2, 3 dedos de saltinho no máximo e encontrei meu limite de tolerância entre equilíbrio e conforto pra andar. O que não significar que compra sapato não seja um suplício.

E TODAS as vezes que tento comprar algum sapaton acima de 3 dedos... me decepciona. Os dois sapatos da minha formatura de faculdade são assim. Só servem para que eu fique sentadinha. Um dos sapatos que comprei para ir a um casamento idem. E o que dizer de um scarpin LINDO que comprei na Lakrizia só porque estava de R$ 189,00 por R$ 109,00?? NUNCA consegui usar, só experimentar em casa. Calçado no pé é lindo e divino. Andando é desastroso.

E eis que eu cometo MAIS uma loucura: precisando de um sapato vermelho, para combinar com um vestido, com saltinho, depois de peregrinar por várias lojas, me deparo com um na cor que eu gosto, no estilo que eu gosto, salto mais grosso, só que mais alto do que eu estou acostumado.

E num preço bom. tento evitar, as a vendedora coloca o sapato no meu pé e me sinto a cinderela: ele serve perfeitamente, é lindo e confortável. E abertinho na frente como gosto. Comprei-o-o.

Isso foi antes das férias.

Chego hoje para trabalhar, não acho o sapato marron tradicional e me arrisco: vou usar o vermelhão. Pego o cinto marrom e vermelho para combinar e saio, na tentativa de ser feliz.

A boa notícia é: o bichinho É confortável e gostoso. É estável e fica lindo no pé.

Mas pqp, como CANSA andar de salto mais alto! A postura muda, não sei explicar! Talvez meu estado obeso tenha alterado meu centro de gravidade. O caminho casa trabalho que faço em 7 minutos fiz em 15 e cheguei aqui esgotada e já tireio o sapato do pé. Chega a dar medo.



Se isso ao menos for considerado exercício, terá valido a pena.

Quem nasce pra ser jeca, por mais que ganhe grana nunca vai ser phina.

Quando comprei minha sapateira, para colocar somente os sapatos, contava com 28 pares. Hoje em dia tenho mais de 40 pares e estão apinhados. A grande maioria sapatilhas ou sapatos peep toe (abertinho na frente), o que garantem meus lindos pézinhos ainda livres de calos e deformidades. E fora dali ainda tem:

2 botas: uma de salto (que não usa) e uma sem salto
1 bota de trekking
4 pares de tênis (sendo 2 de corrida e um All Star)
8 pares de havaianas

C´est la vie...

Friday, June 18, 2010

Odeio: falso pedinte

Odeio, odeio com todas as minhas forças e me irrita o falso pedinte. Me irrita mesmo.

Antes que venham me tacar pedras ou me crucificar, boa parte daqueles que realmente precisam de sua ajuda não é aquele pedinte que está batendo na sua porta ou na janela do seu carro.

Durante anos, repito ANOS de minha vida (1993 a 2005) morei na esquina da Haddock Lobo com a Paulo de Frontin ali, naquele sinal, havia o pedinte mais nojento que eu já havia visto: imundo, sempre imundo e exibindo uma bolsa de plástico com urina pra fora, parecida com aquela de colostomia.

Me dava nojo, e mais nojo senti no dia em que precisei ir a posto de gasolina tarde da noite e o vi, ali, sem a bolsa, com uma bolsa de mercado na mãe e trocando várias moedas e notinhas por garrafa de cachaça.

Achei que havia me livrado disso quando me mudei para um lugar onde meu trabalho fica a 5 minutos a pé, me poupando do uso de ônibus ou carro.

Recentemente paro no sinal da Mariz e Barros com a São Francisco Xavier e advinha quem está ali? O próprio! Mas sem a bolsinha de urina. Desta vez com um cartaz, pedindo dinheiro para comprar remédios. Impressionante.

E hoje, quando precisei usar o metrô, coisa rara, pela primeira vez me aparece um pedinte e credenciado: de porte do passe especial, provavelmente de portador de doença crônica, estava lá o cara pedindo contribuição para comprar seus remédios, pois era portador de epilepsia e, por não poder comprá-los, pois custavam quase "trezentos reais" (gardenal, diazepam e omeprazol), estava tomando os referidos remédios na veia. E para sensibilizar o povo, dizia que estava tomando a medicação via jugular, pois os enfermeiros não encontravam sua veia.

Eu não me sensibilizo mesmo.

Primeiro porque, como já fui defensora dativa, sei que para esse tipo de doença TODA a medicação é fornecida pelo SUS. Tá certo que o SUS não é perfeito e pode falhar, mas quando isso acontece, acontece com os medicamentos mais CAROS e de doenças menos comuns, o que não é o caso da epilepsia.

Segundo: como já advoguei em prol de gente realmente pobre e que já precisou comprar medicamentos por morar e não conseguir ir ao Posto Municipal, posso afirmar sem medo de ser feliz que Gardenal e Diazepam são remédios baratíssimos: 30 dias de medicação de ambos não custam mais que 15-20 reais. Isso se considerarmos 2 caixas de 30 comprimidos, já que a maioria dos que assisti toma duas vezes ao dia. Olha em qualquer site de drogaria na net. Omeprazol, um protetor gástrico, custava em torno de 10 reais uma caixa.

Considerando que toda essa medicação custaria módicos 30 reais e que o cara estava bem vestido, considero uma afronta a atitude dele, ainda mais sendo portador de passe especial. Sem contar que quem tem esse tipo de doença geralmente recebe benefício de auxílio-doença. E o que eu já peguei muita gente recebendo benefício e fazendo bico por fora... depois reclamam que o INSS é injusto.

Remédio se cobra no SUS; se ele não tem, se cobra na justiça.

E o infeliz, vendo que eu ignorava ainda veio me cutucar com a mão estendida. Teve sorte que eu não falei umas poucas e boas. E viva o Rivotril.

Wednesday, June 16, 2010

Volta das férias frustradas - Parte 2

 Depois da confusão de ontem e com o namorado cansado e estressado, quem acha que eu dormi levanta a mão: depois de 3 horas de sono, com todos os remédios que tenho direito, acordei. Mantive-me na cama até as 6 da manhã e, ante a falta de opção, fui arrumar o resto da bagunça pós férias e da bagunça promovida para achar meus itens de necessidade.

Passei o dia um bagaço. de noite, fui dar um oi pra mãe do namorado e, como a irmã dele não deu sinal de vida para rendê-lo, fui pra casa para pegar carona com meu irmão, rezando. É o dia do famigerado exame de polissonografia, pra descobrir porque eu não consigo mais dormir como antes

Chego na clínica em cima da hora, afinal, trezentas blitz de lei seca em função do diacho de jogo do Brasil (medíocre por sinal).

E o troço era pior do que eu sonhava. Além de zentos fios na cabeça com uma cola ruim, que gruda até doer, milhares de fios na inha cara, na minha testa, no peito, nas pernas e uma troço tipo uma sonda no meu nariz para aferir como eu respiro (como se necessário para verificar que eu respiro pela boca).

Não dormi nada embora eles digam que eu cochilei e o exame acusou várias "alterações". Eu me recordo de ter acordado com vontade de fazer xixi 3 vezes. A má notícia: não podia ir ao banheiro e teria que fazer numa tal comadre. Não sei o que se passa na cabeça de um enfermeiro que alguma mulher com um pingo de dignidade vai fazer xixi deitada, numa comadre e na frente dele. Ainda mais de plástico, que provavelmente não foi higienizada. Pus ele pra fora do quarto e fiz em pé naquele troço mesmo sem tocar.

Mais uma noite bizarramente acordada. Não vejo a hora desse pesadelo acabar.

Chego em casa, tarde pra cacilda (2 hs de busão Barra-Tijuca) e lá vou eu dar um oi pra empregada, explicar os erros na minha ausência, pedir encarecidamente que não tente fazer nada que eu não tenha pedido, principalmente guardar coisas e documentos que desconhece o local certo. E o principal: não mexer nas persianas!

Vida que se segue.

Monday, June 14, 2010

Volta das férias frustradas - Parte 1.

E Mary voltou, para alegria de poucos, terror de muitos. E infelizmente voltei com a corda toda.

As férias foram legais, mas não como as do ano passado. Ainda não consigo dormir direito, mas mais do que estava dormindo aqui, com direito a umas cochiladinhas no carro. Como já estava estressada, acabei me estressando com algumas babaquices e descontando no meu pobre namorado, que suportou tudo com bastante paciência. E consegui engordar mais um quilo e meio: Mary está na linah de tiro agora entre a obesidade e o peso saudável (e ainda por cima proibida de malhar e com disposição ZERO para dieta).

Chego ao meu Brasil brasileiro praticamente de madrugada, mas 08:00 já estou em casa, com meus pais, café da manhã tomado e me arrumando pra ir trabalhar. Mas não sem antes checar a casa e algumas providências e aí começa o pesadelo:

1. Apesar dos meus avisos para NÃO abrir a persiana pois ela estava estragada, minha empregada abriu a mesma e ainda ferrou de vez a cordinha. "Mas Mary, ela estava funcionando, abriu direitinho", diz ela. O problema é que ela abre as persianas mas nunca fecha, quem fecha sou eu, logo, nunca repara...

2. Deixou cair um de meus ímãs de geladeira. Ao invés de catar os pedaços e guardar para mim, conforme já orientei várias vezes, ela me resolve colar - e errado.

3. Encontro minha caixa do anticoncepcional caríssimo (pra mim 50 reau é um dinheirão) que tem que ficar dentro da geladeira do lado de FORA da geladeira E

4. Não acho em lugar algum o pedido do maldito exame que terei que fazer no dia seguinte. Que está marcado com 30 dias de antecedência. E minha médica está de férias.

5. A mãe do meu namorado está internada num hospital de merda que está enrolando para transferi-la ou dar alta.

O que fazer? Chorar? Xingar? Destrir tudo?

Fiz de tudo um pouco: xinguei, chorei, acabei rasgando a meia calça. Revirei a casa TODA procurando a merda do pedido de exame - ou seja, toda a faxina dela foi pelos ares - e nada. Pra piorar, quando desisti, fui calçar meu sapato novinho e... a fivela quebra.

Pra completar, uma hora e meia atrasada para o trabalho. Mandei o calmante pra dentro, sequei a cara e fui.

O que era ´pra ser uma manhã agradável, de comentar a volta das férias foi uma merda. Passei muda, sem sorrir, sem conseguir contar um ai. nem consegui almoçar. Fui pra casa na hora do almoço, decidida a por a casa abaixo se preciso fosse para achar a merda do papel.

Um pouco mais lúcida, reparo que ela andou organizando a casa mais do que devia: tirou todos os livros de direito de uma das prateleiras para encher de "enfeites". Mudou meus copos de lugar, pôs louça nova para fora, mudou meus chinelos de lugar. Sem contar que minha braçadeira do celular e meu relógio de corrida não estavam nho balcão de sempre, onde eu orientei para deixar pois eu uso diariamente.

Ela é maravilhosa, caprichosa, deixa a casa um brinco em cheirosa, mas é pró-ativa demais e acaba fazendo besteira, pois, no final, eu desarrumo a casa INTEIRA pra achar um grampo se ele não estiver no lugar.

No fim das contas, ao guardar algumas contas na caixa de contas reparo que ali estão várias coisas que não deviam e um saco...sendo que ela tem mania de juntar coisas que não sabe onde ficam e por em sacos e... BINGO, achei a merda do pedido! Foi um alívio imenso!

Voltei para o trabalho mais leve, levei o chocolate de presente para minhas colegas, virei um doce. De noite, voltei pra casa e comecei a reorganizar tudo e fazer uma lista de itens desaparecidos para minha empregada procurar. Dia pós-faxina é praticamente uma caça ao tesouro.

E arrumar a mala para amanhã, dia de fazer exame bizarro, pernoitando numa clínica no reino tão, tão distante da Barra da Tijuca.

Fui.

Sunday, May 23, 2010

Resoluções de férias


Pois é.

Apos uma pane, alguns dias no estaleiro, entrei de ferias. Pra minha sorte, o que aumenta minhas chances de melhorar mais rapido.

Mas nada de melhora ainda. Tive dificuldade para dormir no vôo e achp que so consegui porque chutei o balde e tomei um vinho. Algo insensato ante o remedio que tinha que tomar, mas, whatever. Funcionou. Tambem dormi pouco na outra noite, mas faz parte. Vai passar.

Nessas duas noites mal dormidas refleti sobre coisas que talvez seria bom mudar em minha vida.

Não tenho motivos para ficar stressada. Aborrecimentos acontecem, mas stress não.

Preciso emagrecer. Ganhei 12 quilos em um ano e so perdi 1 ate agora. Mas como com 12 quilos a menos e, em tese magra não me sentia bem, pra que perder tudo? Decidi que quero perder apenas 7 dos 11 quilos que faltam. E uma grama para ficar abaixo dos 60 quilos. Devagar. Ate o final do ano. Acho que da um pouco mais de 1 quilo por mës (junho não conta).

Quando voltar a dormir normalmente, quero voltar a ver meus seriados. Perdi o habito por causa de um mane que me atormentava. Rotina pra alguns e chato mas eu preciso.

Vou voltar pra Yoga. Ja larguei as aulas na faculdade, ja posso fazer algo duas vezes por semana à noite. O futebol pode esperar.

Preciso ficar um pouco mais em casa. Na minha casa. Tenho ficado demais na casa do meu namorado, muitas vezes ajudando ele e não me ajudo. Claro que quero estar com ele, mas ele precisa frequentar mais a minha casa. Afinal, tenho um cachorro e ele também precisa de mim. Daqui a pouco é capaz de me estranhar quando chegar em casa.

Correr mais, preciso. Não por emagrecer em si, mas pelo prazer que descobri que isso me proporciona. Nem que sejq uma vez na semana. Nem que seja so.

Preciso aprender a concluir as coisas que abro: pastas de dente, shampoo condicionador, creme. Sempre jogo fora antes do fim por ansiedade e depois me arrependo. Sabe aquele lance da borracha nunca acabar? Pois é. Começarei pelo creme hidratante que trouxe e que comprei ha dois anos e meio e esta na metade.

Não terminar o que começo me irrita. E MUITO.

Alias, PRECISO me habituar a usar creme. Afinal não tenho mais 20 anos. E tem que ser todo dia. E não comprar mais enquanto ainda tiver. E quando acabar, me lembrar que creme pra mim tem que ser o mais grosso.

Então é isso. Desabafo feito.

E antes que me encham o saco com a falta de acentos, estou em um pais cujo teclado é diferente e não achei o acento agudo ainda. So acentuo o "e" minusculo porque tem tecla propria.

E e isso. Au revoir.

Wednesday, May 19, 2010

Alguém viu meu sono por aí?


Ele não voltou.

Há quase 3 semanas que não durmo direito. Acordo no meio da noite às 3, 4 da manhã, às vezes antes. Férias chegando e nunca estive tão esgotada. Uma noite passei inteira em claro e no dia seguinte surtei. Chorava, não conseguia ficar calma.

Graças a São Google descobri que a solução se chama Neurologista. Ok fui lá: 2 exames bizarros, um remedinho pra dormir, outro pra ansiedade.

Definitivamente não gosto dos novos "amiguinhos". Continuo acordando antes das 4 da manhã. Mas já consigo fazer isso sem entrar em pânico ou chorar.

Amanhã vou lá conversar com a médica de novo. Insônia azedando minhas férias no way.

Aposto que isso é olho grande de alguém que enche a boca pra me zoar porque eu sempre dormia cedo e fácil, em qualquer lugar. Mas vai ter volta. Aguardem.

Se alguém conhecer alguma daquelas senhoras que dizem que traz a pessoa amada em 3 dias, pergunta se ela faz simpatia pra trazer o sono de volta e amarrar ele.  Pago bem.

Sunday, May 9, 2010

Mary à beira de um ataque de nervos


Porque será que às vésperas de entrar de férias eu entro em crise emocional? 

Stress, imunidade baixa. Fico doente direto, uma coisa diferente atrás da outra. Mais agitada que o normal. Mais ansiosa que o normal. Acho que minha falta de sono só pode ser isso agora.

Durmo cedo, mas acordo às 3, 4 da manhã. E depois passo o dia caindo pelas tabelas. 

E como tudo vem à tona nessas horas e eu choro por qualquer besteira, reclamo de tudo, o dileto namorado que ainda não me conhece tão bem quase entra em parafuso, preocupado demais, dizendo que eu tenho que fazer terapia, que me cuidar, e tentando resolver em horas meus 33 anos de existência. 

O que me acaba me deixando mais estressada. Sorte dele que, curiosamente, não sinto vontade de esganá-lo, nem de sair correndo. Me sinto razoavelmente tranquila, mesmo sabendo que ele vai me encher, mas com a melhor das intenções.

Espero que as férias cheguem logo e essa palhaçada chegue ao fim, antes que eu surte. 3 semanas longe de tudo, descansando e namorando tem que curar qualquer coisa.

Se eu estiver reclamando depois de 14 de junho, me internem. Eu autorizo.

Thursday, May 6, 2010

Mãe?


Todo ano é a mesma coisa. Natal, aniversário, dia dos pais, dia das mães. É sempre stress, aborrecimento. Datas que todos curtem mas eu nem tanto.

Natal é aquela zona, todo mundo discute, você não fez isso, vc deixou de fazer aquilo, eu fiz tudo você não ajudou. Melhor época para reunir a família e falar de coisas agradáveis e as pessoas discutem por causa da porcaria da ceia e pra falar mal da namorada do filho ou do genro, enfim, um saco.

Aniversário é algo que eu praticamente tenho vontade de deletar do calendário, já que TODO ano nos últimos anos rola stress. Durante ANOS meu pai tinha um diacho de uma viagem com os amigos de futebol que invariavelmente caía no meu aniversário e não podia ser mudado. Isso porque era marcado com dois MESES de antecedência. Ou então minha mãe tinha casamento, bingo, chá de panela, o que quer que fosse.

Dia das mães e dos pais é outro saco, pois eles há anos cismam de almoçar no mesmo lugar chato. Que eu odeio, mas vou, mas o babaca de meu irmão se recusa a ir, aí rola choradeira, troca de acusações e eu que não tenho nada a ver ficou ouvindo a choradeira e dá vontade de ficar em casa. E a cada ano que passa torço pra esse dia passar logo.

Nos dois últimos anos minhas férias eu marquei emendando com o feriado em abril e, por isso, acabava que eu voltava no domingo do dia das mães e me safava dessa. Trazia o presente dela na segunda, a gente sa falava rapidinho e eu ia dormir. Mas sem stress.

Esse ano não vai ter salvação pois eu AINDA vou entrar de férias. E lá vou eu pro almoço chato ouvir choramingos e reclamações. Pelo menos agora eu tenho carro posso ir, almoçar e voltar correndo e não preciso ficar na parte "dançante" com aquela pessoa bizarra tocando tecladinho. E ninguém avisa ao coitado que os anos 90 acabaram há mais de uma década.

Como se tal não bastasse, aqui no meu trabalho tem o temido "mural" de fotos. Todo mundo da gerência tem que trazer fotinho, que nem se faz na escola no dia das mães, dos pais, dos avós, das crianças, dos namorados, enfim, uma exposição gratuita da sua vida privada e suas mazelas particulares que vc gostaria de deixar trancadas num baú.

E pra piorar, existe a equipe do "clima organizacional": uns pobres coitados que são convocados para ouvir os funcionários, saber do que reclamam, o que gostariam que fosse melhorado pra manter um bom ambiente na gerência. São eles quem organizam as festinhas, cafés da manhã, murais e, consequentemente, passam de mesa em mesa cobrando sua participação.

Desde que entrei, nunca pus foto. Nem de pai, nem de mãe, nem de criança, já que não tenho filho. Acho que pior era o dia dos namorados, já que estive praticamente sozinha e sem namorado desde que entrei aqui, há quase 4 anos.

Mas eles te cobram. E é um saco.

Ano passado, no dia das crianças, coloquei uma foto minha e do meu cachorro. É meu filho. Ninguém discutiu e ainda elogiaram o rapaz, que, modéstia parte, é o cachorro mais boa pinta que já vi.

Esse ano começou a moléstia novamente, pedindo foto do dia das mães. Escapei em 2008 e 2009 por causa das férias, mas fui cobrada na volta das férias para por a tal foto. Esse ano a cobrança começou na semana passada: esse ano tem que ter né?

Mãe é mãe mas eu nunca me dei bem com a minha. Não a considero um modelo a ser seguido em muitas coisas, muito embora admita que ela é uma pessoa muito honesta e correta (com os outros).

Nunca tive essa relação que filhas tem com mãe. Nunca fui de desabafar, me abrir, me aconselhar e, a única vez que fui pedir algo, ela me negou veementemente pois ela não queria, pouco se importando com o que eu queria. Na cabeça dela, criar o filho era dar café da manhã, almoço, lanche/janta, colocar na escola, eventualmente buscar e ver alguma coisa quando estava doente. Ajudar nas escola ela ajudava, mas nem sempre. Meu irmão demandava muita atenção pois não era inteligente como eu e eu, felizmente, sempre me virei. Não sei se era o que passava na cabeça dela, mas é o que eu sempre senti.

Quando precisei operar e passar uma noite no hospital, foi tanta reclamação do tipo, ah tenho tanta coisa pra fazer tô tão atolada que dispensei todo mundo e fiquei sozinha no hospital. E sem dormir. No dia seguinte, me buscaram, fui pra casa e logo depois eles saíram e me deixaram só. E foi assim durante quase todo o tempo de licença. Eu acho que o normal seria alguém ficar em casa comigo mas tudo bem.

Dia da cirurgia estava só novamente. Acordei com dor de coluna e nada, tive que eu mesma tomar providências: liguei pro meu acunpunturista, me enfiei num taxi e fui. Sozinha. Quando contei até acharam graça: ela se vira!

E as várias vezes que passei mal de noite, doente que ela dizia ser frescura? Viroses? Eu ia pro hospital de madrugada, passava a noite lá e saía de manhã cedo. E ainda recebia ligação perguntando se eu podia ir na padaria pra comprar pão. Chegar com o braço com adesivo de quem tomou injeção na veia, cheia de olheiras, arrasada e ninguém perguntar como foi sua noite ou desconfiar que você estava no hospital é o fim.

Eu tento fazer minha parte.

Depois que saí de casa acho que minha vida e meu relacionamento com minha mãe e meu pai evoluiu bastante. De motivo responsável por 90% do meu stress eles passaram a ser pais, ainda que distante. Conseguimos estabelecer uma relação de mútuo respeito, já que hoje eles aceitam e respeitam que eu sou independente e conseguimos estabelecer pequenas trocas e ajudas, mas não muitas. Eu ajudo quase sempre, a não ser que algo realmente me impeça. Eles quando dão na telha. Meu pai um pouco mais que minha mãe.

Como eles nunca lembravam de mim no meu aniversário ou natal e, quando lembravam, sempre erravam no presente, propus a troca: toma conta do meu cachorro nas minhas férias e já me considero presenteada. E funcionou.

Mas às vezes rola a má vontade: mesmo morando no mesmo prédio, não pode ir na minha casa ver algo ou levar meu cachorro porque está "cansada". Outras vezes faz, mas reclama. Mas está evoluindo. Aos poucos mas está.

Depois de anos eu posso dizer que tenho algum relacionamento com ela, mas longe de ser o que as pessoas tem e esperam. Mas eu já me conformei.

Mas voltando ao lance da foto, me aporrinharam essa semana e resolvi catar um diacho de uma foto. Pensei: escolho logo uma e guardo e ponho todo ano, talvez assim pare a aporrinhação. E cato logo uma do meu pai também.

Abro minha caixa com fotos e constato que praticamente não tenho fotos com meus pais.

Tenho uma foto, mas com os dois, na minha formatura. Algumas antes de 2001 mas estou horrível em todas elas e invariavelmente tem algum namorado junto (pois todos gostavam deles, afinal, meus namorados eles sempre souberam paparicar).

Tem várias no meu aniversário de 15 anos mas me recuso a postar isso, pois tenho ódio desse dia. Festa cafona, não era minha vontade e ainda queriam que eu ficasse acordada até tarde. um dia pra esquecer.

Peguei uma foto velha mesmo e trouxe e, é claro, quem viu estranhou e perguntou porque não tinha trazido uma foto nova.

Expliquei que não tiro fotos com minha mãe há muitos anos, já que a gente não se dá tão bem assim e não passamos muito tempo juntas.

Tenho dúvida que um dia a gente venha a se dar bem de verdade. Até porque muita coisa foi perdida, muitos laços não foram criados e agora, sinceramente, acho que é tarde demais. Além disso, ela é orgulhosa e pensa demais nela, só o que ela pensa tá certo e é bem inflexível. Certamente um pouco disso eu puxei dela, mas fazer o quê.

Por isso escolhi a foto antiga. Da época em que a gente ainda se entendia.


Olha eu aí. E ela.

Pra quem não tem esse tipo de problema ou neuras, um feliz dia das mães e curtam muito.

Wednesday, May 5, 2010

Escrava da cafeína: Round 2


Como é notório para quem me acompanha, sou viciada confessa de cafeína. No Rehab.

Pelo bem da saúde, consegui reduzir sensivelmente a quantidade de café que bebo a valores humanamente razoáveis e sem prejudicar minha rotina já que, ao contrário da maioria das pessoas, se eu não tomar café de noite, não durmo.

Recentemente, ante a mais problemas de saúde, mais remédios (cortisona e mais dois quilos na balança), fui intimada a mais uma vez diminuir o café. Ainda mais.

Pra não dizer que não me esforcei de jeito algum, comprei café descafeínado. Melitta. Até que não é ruim sabe? Tava usando ele de manhã e de tarde há quase um mês. E tomando o normal de noite.

E há duas semanas e já estou tendo problemas: eu até durmo mas acordo antes. 3, 4 da manhã. Moral da história: 8 da noite já estou bêbada de sono. Cansada e sem disposição.

Some-se a isto o fato de que, namorando, minha rotina mudo loucamente: ele não dorme antes da meia noite (nem o filho dele), ninguém acorda cedo, todo mundo janta (e eu se jantar durmo mal pacas) mas enfim, faz parte. A gente leva um tempo pra se adequar, jogar o namorado pela janela não vai resolver o problema (até porque ele ajuda em muitos outros).

Então comecei com o "básico": foi ao médico. Homeopata. Me encher de pozinhos e bolinhas e ouvir a clássica: você precisa se acalmar, você está mais ansiosa do que o habitual. E tentar readequar sua rotina.

Pois bem.

Comprei os pozinhos e já tomei.

Chamei o namorado e pedi um pouco de compreensão com a minha sonolência, com meus horários e pra não se ofender se eu não quiser jantar e ele entendeu perfeitamente (homem maravilhoso!).

E pra concluir, tomei uma xícara de café daquelas, como há muito tempo não tomava. E vou voltar a tomar o café normal e dane-se. Todo dia. 3 vezes. Se funcionar vou contar pra médica.


Friday, March 5, 2010

Refletindo sobre a dieta

Subo na balança hoje cedo, depois de semanas e eis o meu peso:

66,6 kg

É por isso que minha vida está um inferno! Só pode!

Thursday, March 4, 2010

Como não dormir em reuniões chatas


Eu odeio reuniões, congressos e simpósios. Juro. E certamente não sou a única.

Reunião pra mim é a mesma coisa que monólogo: alguém marca a reunião querendo discutir o assunto quando, na verdade, quer matracar loucamente e fazer com que vc concorde com ela sem te dar a oportunidade de questionar um ai. 

Consequentemente se torna um saco e isso te dá sono.

Vc dorme durante as reuniões de trabalho? Sente um tédio imenso durante as conferências, seminários e colóquios? Seus problemas acabaram!

Aqui tem um método eficaz para combater esse problema!

BUSINESS BINGO

Como Jogar:

1. Imprima o quadro que segue antes de começar a reunião, seminário, conferência, etc. Quando cansar deste quadro, pode gerar um outro neste endereço: http://www.eleuterio.com/bingo



2. Sempre que ouvir a palavra ou expressão contida numa das casas, marque um (X):

3. Quando completar uma linha, coluna ou diagonal, grite “BINGO”!

Testemunho de jogadores satisfeitos:


a. "A reunião já tinha começado há 5 minutos quando ganhei!";

b. "A minha capacidade para escutar aumentou muito desde comecei a jogar o Business Bingo";

c. "A atmosfera da última reunião de direção foi muito tensa porque 14 pessoas estavam à espera de preencher a 5ª casa";

d. "O diretor geral ficou surpreso ao ouvir oito pessoas gritando “BINGO”, pela 3ª vez numa hora";

e. "É impressionante Como as reuniões na minha empresa têm ficado lotadas depois que adotamos o revolucionário sistema Business Bingo".

f. "As reuniões na minha empresa continuam não resolvendo nada. Mas pelo menos agora nós nos divertimos bastante";

g. "Pela primeira vez na minha vida, vi um método que faz as pessoas prestarem atenção em cada palavra que se fala em uma reunião";

h. "O business Bingo é um achado! Desde que o implantamos nas reuniões da nossa Agência, temos tido assunto para nossas conversas nos butecos após o expediente";

i. “Agora, vou a todas as reuniões da minha organização, mesmo que não me convoquem"!

Aproveitem enquanto ainda é febre.


Na China o Business Bingo foi proibido (chineses não tem senso de humor) e recentemente alguns executivos foram demitidos por cochilarem em reuniões.

#ficadica

Primeiro trimestre (de desgosto)


Não sei vocês, mas o primeiro semestre do ano é o pior de todos pra mim há alguns anos por algusn motivos:

1) Carnaval (exceto, é claro, quando consigo viajar e fugir da bagunça).

2) Família inteira querendo acampar na casa de meus pais em Cabo Frio e, consequentemente, fico sem ter onde ficar.

3) IPTU e OAB. Tudo pra pagar no final de Janeiro.

4) IRRF, IPVA, e Seguro do Carro, tudo pra pagar em março ou começar a juntar dinheiro para pagar...

5) 5 das 10 pessoas da minha equipe fazem aniversário num intervalo de 30 dias. São 5 presentes pra rachar, 5 almoços em restaurantes mais caros. Uma dessas pessoas é meu chefe.

6) Faltam mais de 2 meses para as férias e uns 6 meses pro meu aniversário.

Deus me ajude.

Ao menos eu tenho um MALA com quem desabafar agora.

Rindo com Mary

O sujeito está no maior porre na porta de um boteco e, de repente, aparece uma procissão. Centenas de pessoas reunidas, carregando Santa Tereza D'Ávila num andor todo decorado em verde e rosa.

O cachaceiro berra:

- Olha a Mangueira aí, geeeenteeeeee!

Enfezado, o padre se vira pro bêbado e esbraveja:

- Que falta de respeito, seu excomungado! Fique aí com o seu vício e nos deixe em paz com a nossa fé!

Mal o padre acabou de falar, a santa bate com a cabeça no galho de  uma mangueira, cai e se espatifa no chão.

E o bêbado: - Eu avisei...  Mas, o padre é estressadinho!!

Rir pra não chorar

Um estudo recente conduzido pela Universidade Federal de São Paulo (USP) mostrou que cada brasileiro caminha em média 1.440 km ao ano.

Outro estudo feito pela Associação Médica Brasileira (AMB) mostrou que o brasileiro consome, em média, 86 litros de cerveja ao ano.

A conclusão é animadora: o brasileiro faz 16,7 km por litro.

Pano rápido.

Thursday, February 18, 2010

Retrospectiva 2009 NOW


Em fevereiro? Pois é.

Estive bem ausente desde novembro, por muitos motivos, reviravoltas na vida pessoal, mas enfim, fazer o que. 2009 foi um ano bem irritante. Aturei muita gente chata. E olha que eu sou chata.

Engordei quase 10Kg. 

Desisti de vez do manequim 38 e doeei as 3 calças que tinha para amigas magricelas, mas foi na paz. Aos 33 anos e com 1,67 anos de altura cheguei à conclusão que não tenho idade nem estrutura pra pesar menos de 60kg e vestir 30.

O problema agora é voltar pro Manequim 40. Pelo menos só preciso perder 6Kg e não 10 (pra voltar ao 38), além do que algumas das 40 que não apertei ainda entram. #WIN

Além dos chatos de plantão, pessoas que não tem mais o que fazer na vida resolveram se meter na minha vida entre janeiro e março.

Abril e maio foram meses bons. Fui à Itália, fiz uma viagem maravilhosa e que me mudou bastante. Consegui ficar 3 semanas sem conseguir me irritar ou me aborrecer de verdade (exceto no dia da volta). Nem mesmo as cantadas toscas dos italianos me tiraram do sério.

Final de maio a maldição do Cafa1 terminou. Depois do fatídico torpedo que recebi quando ainda estava conhecendo o Cafa2 e o respectivo esporro e ameaça de ir à polícia ele sumiu. E o Cafa 2, logo que percebi a cafajestice e o potencial para novo stalker na minha vida já descartei de cara. Ele ainda faz graça, manda recado, me chama no MSN, mas pra mim morreu. Lá atrás mesmo.

Junho/Julho apareceu o Zé, que parecia ser alguém, mas se demonstrou ser apenas “mais um alguém qualquer”. Armou um circo, queria me fazer acreditar que eu era a mulher da vida dele e eu com o pé atrás, observando. Não sossegou até conhecer meus pais. Quis que eu assumisse publicamente e fazia chantagem dizendo que eu "tinha vergonha" por não apresentá-lo aos meus amigos.

Após muita pressão acabei apresentando ele aos meus mais queridos amigos, pois tive uma enxurrada de casamentos. Inclusive o de uma colega de trabalho e toda minha equipe ficou sabendo que eu estava namorando e foi aquela inquisição básica e irritante. Aí sei lá o que deu nele. Insegurança. Frouxidão. Molecagem.

Agosto e Setembro foram meses tensos, infelizes e de puro aborrecimento até que resolvi por o ponto final. Gente que não sabe o que quer, to fora.

Aí, mais ou menos na época do rompimento fui pro Peru. Nada como uma viagem perrengue para se libertar um homem perrengue. Quando voltei, já estava por um fio, uma semana depois pus o ponto final.

Me prometi ficar só até o final do ano o que cumpri sem problemas maiores.

Em novembro e Dezembro entrei para um grupo de corrida, fiz novos amigos, voltei a correr, conquistei 12 medalhas (isso mesmo, DOZE) e não me estressei, motivo pelo qual não pude brindá-los com as pérolas de minha rabugice.

Mas apesar de tudo não emagreci 100g. Todas as balanças da cidade quebraram, só pode, pois o maldito ponteiro não anda.

Natal foi aquela meleca de sempre, mas ver a família sempre é bom.

Ano novo queria ficar longe de tudo, fora de comunicação, pensar e alguns amigos me proporcionaram uma oportunidade ímpar e que ainda se encaixava nisso aí: Pico da Bandeira. Coisa de gente desocupada, como eu. Sem celular, sem internet, 9 horas de viagem e boas companhias. Discreta. Foi muito bom.

Bem, é isso.

Quarta feira de cinzas foi ontem, então oficialmente o ano começa hoje. Feliz 2010.

O que aconteceu entre "2009" e "2010"?

Aconteceu muita coisa.

Pra ser mais exata aconteceu um MALA na minha vida. Ou melhor, depois de quase 3 anos me enchendo a paciência me permiti sair com este MALA para que ele parasse de me encher o saco com aquela história de que ele seria diferente dos outros, que tínhamos muito a ver (e ele nem é rabugento) e que ele ainda seria o homem de minha via.

Esculhambei ele e sua brancura. Enchi o saco dele.  Reclamei que ele não era alto e que ele devia ser da minha altura. Fiz de tudo para irritá-lo e para que ele fugisse de mim.

Sabem o que aconteceu? Me FUDI.

Ele de fato é mais alto que eu. Dois dedos mais é. Ele foi à praia por minha causa e ele não se irrita comigo. E ele ainda é Nerd.

Informo a todos que Mary está feliz.

Já podem ter medo medo.

MUITO MEDO.

Aguardem as cenas do próximo capítulo.

Monday, November 23, 2009

Irritando Mary: indiretas

Odeio indiretas. Com todas as minha forças.

Sabe aquela pessoa que tá do teu lado, sorrindo o dia inteiro e de repente solta, no papo na hora do almoço algo do tipo “ai, eu acho ridículo quem usa esmalte vermelho em meio de semana pra trabalhar”, sendo que você é a única na mesa que usa. E ela ainda tem a cara de pau de dizer “ai amiga, mas não é com você não ta? O seu vermelho é lindo! Ando perdendo a paciência com isso.

Eu sou uma reclamona por natureza, fato este que já deve ter sido percebido por todos vocês. Mas eu reclamo da MINHA vida, do MEU banco, de Murhy, dos meus pais ou de ex-namorado de coisas que eles estão carecas de saber e repetiria na frente deles a qualquer momento. Jamais outras pessoas. Eu reclamo na cara mesmo, falo.

Muitas vezes pode ser de grande utilidade pública para o mundo e pra própria pessoa, que pode ser poupada de muito aborrecimento desnecessário.

Por isso meu VTNC da semana será dedicado a quem não tem coragem de mostrar sua cara. Sai do armário!

Ninguém é obrigado a gostar de mim e eu não gosto de ninguém por favor. E também não gosto só de quem gosta de mim. Mesmo que muitos digam que sou idiota. Faz parte.

Guardar mágoas faz mal e causa câncer sabia?

Se algo em mim ou em qualquer pessoa te incomoda TANTO, que tal parara de mandar indireta entre pessoas que gostam de quem você não gosta? Que tal tomar vergonha na cara e ir dizer pessoalmente? Ou mandar um email? Ou não freqüentar mais o mesmo meio?

Muito mais digno que falar pelas costas.

Caso você tenha alguma reclamação, o email é a serventia da casa: marygarotatpm@gmail.com.

O resto do mundo agradece.

Por nada.

Mary

Disclaimer: nada pessoal contra nenhum leitor oficial ou potencial. Até onde eu sei ninguém me odeia, pelo menos de forma assumida. Mas ver tanta gente falando mal de outras pessoas pelas costas sem permitir que elas se defendam é dose.

Friday, November 6, 2009

Correção de Link: "Arnaldo Jabor": VTNC

Prezados,

Logo após publicar o último texto vi que, por motivos que desconheço, o link não estava funcionando.

Na dúvida, fui até o Migre.me, reduzi a URJ e repostei, agora funciona, OK?

Obrigada,

Mary

Irritando Mary: "Arnaldo Jabor": VTNC!


Prezados leitores,

Após de destilar meu ódio mortal aos idiotas que criam lendas e fazem com que incautos as façam circular na internet entupindo a minha, a sua, a nossa caixa postal, o alvo de minha revolta hoje é o “Arnaldo Jabor”. Não falo do Arnaldo Jabor, colunista famoso colunista que escreve em pencas de jornais por aí, esclarecendo desde já que nunca me interessei ou li qualquer texto ou livro dele.

Quem me irrita é o “Arnaldo Jabor”, entre aspas mesmo.

Um babaca qualquer que não tem nada melhor pra fazer, provavelmente um ser frustrado e medíocre e que, por não conseguir atenção ou público, traveste-se de “Arnaldo Jabor” e passou a escrever textos ridículos e idiotas e os joga na internet, divertindo-se às nossas custas e se achando o máximo pois um bando de pessoas lê, acha lindo (porque acha que foi o Arnaldo Jabor quem escreveu mesmo) e repassam as aludidas idiotices entupindo a minha, a sua, a nossa caixa postal.

Esse ser que eu chamo de “Arnaldo Jabor” deve se achar O psicólogo da auto ajuda e escreve textos voltados para pessoas normais, mas imperfeitas (a grande maioria), valorizando suas imperfeições ou, ainda, sugerindo conformidade com seus defeitos e com a vida que leva, uma verdadeira negação a quem quer evoluir.

O primeiro texto que li do Arnaldo Jabor, o verdadeiro, foi esse aqui, na internet, em que ele nega a autoria de todos os textos, bem como declara que não tem Twitter, Orkut, Blog e, ainda, se questiona como pode ser admirado pelo que teria de pior e amado pelo que não escreveu.

http://migre.me/aSvu


Não dá pra analisar o verdadeiro escritor através de um único texto, mas posso dizer que o estilo me pareceu diferente, ele não usa usa expressões “fofinhas” e é mais curto e grosso. Definitivamente não deve o idiota do “Arnaldo Jabor”.

Vejamos algumas “pérolas”

Que mulher perfeitinha não presta pra nada, que acha ridículo quem tem horror a gordurinha saltando pela lateral da calça.

Ok, acho ridícula a excessiva valorização da perfeição, mas se a idiota quer ser uma boneca viva deixa ela. Mas do jeito que escreve, é quase algo do tipo: ei fofinha, ei baranga: você é melhor do que ela! Vá comer o que você quiser e divirta-se. Perder seu tempo na academia por quê?

É por essas e outras que vejo muitas moças jovens dizerem: pra que ser magra agora se terei a eternidade inteira para ser um osso? E se entupindo de Mc Donalds e biscoito recheado. Será isso bonito?

Aí quando não arrumam um namorado e não entram no tamanho G do modelito bacaninha se entopem de remédio para emagrecer, viram bulímicas, depressivas, anoréxicas.

Quando essas mulheres ficarem velhas, cheias de problema de colesterol, hipertensão e diabetes, pra onde elas mandam a conta do médico, senhor “Arnaldo Jabor”? Criticar a imperfeição sim, mas cuidar do corpo é acima de tudo um ato de amor a sua saúde e é o que eu faço todos os dias.

Deixo claro que não sou gostosa, nunca fui, nunca serei. Nem pretendo. Malho todo dia porque curto, mas sem exageros. Regulo a minha alimentação, mas com ORIENTAÇÃO de uma nutricionista e como de tudo, buscando sempre o equilíbrio. E equilíbrio significa que pizza e Mc Donalds todo dia não dá. Baranga sim, mas com saúde!

Que a mulher deve valorizar o homem barrigudinho e sedentário que ele é muito melhor que o sarado que não bebe cerveja.

Ah claro...

No dia em que esses barrigudos sedentários e bebedores de cerveja começarem a procurar mulheres COMPATÍVEIS com o físico e os hábitos deles, eu concordo. Pois tem muita por aí reclamando que não acha namorado...

Esse é um dos textos mais ridículo.

Veja o caso do meu irmão: além de não ser bonito e não ter nada que chame a atenção é obeso, sedentário, pele horrível pois não cuida das espinhas e ficou sozinho durante ANOS porque achava que alguma mulher loura, magrela, gata e escultural ia dar pelota pra ele assim, “de graça”.

Depois de muito apanhar, aprendeu que isso não é tudo na vida e arrumou uma namorada. Linda, inteligente, super simpática, adorável, morena e acima do peso, como ele. Até mais do que ele merecia na minha opinião, pois ela é realmente uma mulher bonita.

Eu ralo pra caramba, sou uma pessoa ativa. O cara ter uma barriguinha não seria problema pra mim não, desde que o cara também se cuide, malhe, leve uma vida regrada. Mas atleta de sofá não dá! Jamais. Se não for do tipo que corre eu mesma ponho pra correr. Da minha vida.

Por isso digo às minhas amigas: não se conformem com pouco. ou quase nada Procurem alguém que no mínimo ofereça o que você tem a oferecer.

Relacionamento é uma troca, não Assistência social!!

Ficar com a pessoa que "sobrou"e sobrou transforma sua vida num prêmio de consolação pela sua existência. Eu prefiro ficar só.

Que infidelidade é natural do homem e que a mulher deve não só aceitá-la como fazer todas as vontades dele, pois é melhor tê-lo do lado feliz que assim ele pulará cerca uma vez ou outra...

VTNC!!! Ao quadrado!!

Recebi essa de uma amigona minha, que namorava um cafajeste. Terminou o namoro por suspeitar que ele não prestava (o que eu já tinha certeza) mas acabou voltando porque amava ele, casou, um ano depois engravidou, e, segundo ela, depois do filho sua vida mudou, ele é outro homem, sempre presente, carinhoso, atencioso. (Entre aspas: viu, valeu o que eu aguentei!)

Eu queria ter dito que, na verdade, ele mudou porque ele tá velho (43 anos) e cansado de putaria ou não quer mais gastar dinheiro com puta. Ele já morava sozinho e ter alguém pra dividir as contas é um ótimo negócio, principalmente quando você ganha mais que ele. Mas eu sou gentil, educada e nunca falo o que penso. Mas se ela perguntasse...

Me limitei a mandar o link com a reportagem em que ele negava a autoria de vários textos na internet.

Ou seja: depois de valorizar a mulher imperfeita, dizer pra ela não mudar e chutar o balde, comer o que quer, não malhar e aceitar o homem gordinho e sedentário você também tem que permitir que, de vez em quando, ele mate sua vontade de comer uma “gostosa”??

Pois é melhor dividir o filé do que roer osso sozinha???

Pois assim você fica casadinha, tem o maridinho todo o dia pra dormir com você e a pobre boneca magrela e gostosa vai ser a “usada” enquanto você tem todo o carinho, a atenção, os filhos, a família e as contas pagas...

Acorde para a vida amiga: se você permite a pulada de cerca você também está sendo usada. A não ser que vocês tenham um casamento aberto, todo mundo pula cerca e no final do dia está junto e feliz. Não é a minha mas é uma. Respeito. Mas mesmo nesse tipo de relacionamento dá pra ver que existe uma troca. Nem que seja de casais.

Como costumo dizer, ceder é algo perfeitamente saudável num relacionamento, mas a cessão tem que ser uma via de mão dupla, pois tem que ser bom pros dois. Quando só um cede isso é SUBMISSÃO, você se anula por alguém. E não, você não merece isso.

Acho que o homem tem todo o direito de querer ser galinha e comer todas as mulheres do mundo. Mas como costumamos dizer na faculdade, o direito do OUTRO termina aonde começa o MEU.

Portanto, ou procura uma mulher que esteja nem aí pra um relacionamento ou vai pagar uma puta. Sacanear mulheres bacanas e legais que querem um relacionamento é putaria. E eu não perdôo mesmo.

Antes só que mal acompanhada.

Que ser idiota é vital...

Pra ele ao menos deve ser. Vital que os outros sejam idiotas pra ler as asneiras que ele escreve, acreditar que foi o Arnaldo Jabor quem as escreveu e, por isso, achar lindo e sair mandando pra todo mundo. Só pode!!

Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem...

Então vão te amar por quê, já que ser gostosa, magrinha e perfeitinha não é fundamental?

Era só o que me faltava!

Então, dando continuidade pela minha Campanha pelo foward consciente, toda vez que receber alguma pérola do “Arnaldo Jabor”, copie e manda o link da notícia em que ele nega a autoria, copia meu texto, mas faz qualquer coisa pra convencer o remetente de que ele está pagando um mico danado.

http://migre.me/aSvu

E ao “Arnaldo Jabor”, aqui vai meu recado: opinião é como bunda, cada um tem a sua.

Ou você mostra a sua ou fica na tua. Pois fazer cortesia com a bunda alheia é sacanagem.

Atenciosamente,

Mary

Thursday, November 5, 2009

Campanha: pelo foward consciente JÁ!!


Prezados amigos e leitores,

Depois de um longo sumiço, cá estou.

Estava conversando com um ex-cliente e hoje amigo, acerca de uma mensagem que ele me enviou. Não escrita por ele, que fique claro, mas repassada, onde se reclamava furiosamente “que as coisas boas nunca são reveladas à população”, no caso, uma lei que proibia hospitais de exigirem depósitos como condição para internações emergenciais. Uma lei de 2002...

Respondi a ele que, talvez, na cabeça de quem escreveu isso (o que deve ter ocorrido há muitos anos) fosse uma novidade, mas não era. E não digo isso como advogada, mas como cidadã que lê o jornal que assina, bem como o jornal alheio por cima do ombro de terceiro em coletivos e estava lá: Globo, Extra, Dia...

Ele alega ter plano de saúde e que isso nunca ocorreu ao mesmo ou a seus pais e aí respondo: se você tem plano de saúde, o email não te aplicaria. Se fosse aplicável, você certamente teria checado e não o fez, pois se tivesse, descobriria que não é nenhuma novidade.

Recebo milhares de mensagens todos os dias, no email profissional, no email particular, simplesmente repasso, pois pode ser útil. Querido amigo, isso não é ser útil, é ser inocente.

Conclamo a todos os amigos leitores que se disponham a fazer o seguinte: qualquer email repassado por terceiros que seja de seu interesse, CHEQUE. Ligue para o telefone, mande um email. Se a informação for verídica, repasse e coloque no alto da mensagem em letras garrafais:

CHECADO POR MIM EM XX/YY/ZZZZ.

Se for mentira, apague e avise a quem enviou SOMENTE.

É o que comecei a fazer depois da ÚNICA vez em que repassei sem pensar uma mensagem pois parecia realmente legítima.

A gente vê de tudo: desde coisas verdadeiras mas ABSURDAS (que nunca gerarão o impacto pretendido, somente nas pessoas desprovidas de cérebro), as verdadeiras mas RETARDADAS (objetivo era verdadeiro, mas já foi atendido e a mensagem continua circulando) e os chamados HOAX (mentiras escabrosas que todo mundo acredita e repassa).

Vejamos algumas espécies:

Pedidos de ajuda (sinceros)

Quem nunca recebeu o email sobre crianças desaparecidas ou pedindo doação de sangue (se não me engano tipo B) para um bebê internado num certo hospital rolou por aí durante mais de 5 anos. Uma pessoa me contou certa vez que ligou e o bebê já está bem e inclusive freqüentando a escola.

Não se pode culpar um pai que em desespero lança um pedido como este na internet. Mas antes de repassar, que custa ligar e confirmar se ainda é necessário.

E melhor: se for, que tal repassar apenas pra quem efetivamente pode ajudar? Se a criança está no Oiapoque não adianta repassar pra quem vive no Chuí, pois o banco de sangue não envia por sedex.

Dinheiro fácil

Nenhum dinheiro é fácil. As putas que o digam.


“Nokia e Sony Ericsson vão distribuir celulares”- Você acha mesmo? Já viu alguém que tenha ganho? Nem eu... Quem faz promoção de aparelho é a operadora de telefonia celular e ainda assim se você virar cliente.


“Seja beta-tester da AOL – repasse este email para ser rastreado e ganhe não sei quantos dólares” (BeSta-tester só se for). Ah e saiu na revista época. Se saiu, beleza, scanneia e coloca a página onde conste mês, ano e edição.


“Repasse pelo amor de Deus que a AOL doará 1 centavo para alguém”.

Numa boa: O QUE A AOL GANHARIA com esse tipo de atitude além de congestionamento no tráfego de mensagens? Aliás, a AOL ainda existe aqui no Brasil?


Aberrações Jurídicas


Na minha humilde opinião as piores (ou melhores).


Os que mais me matam de rir são aqueles desesperados com projetos de Lei verdadeiros, mas ABSURDOS e que NUNCA seriam aprovados (obviamente). Mas estes eu até perdôo a ignorância, pois vem o link do site do senado, está lá... só falta explicar que projeto de lei é PROJETO, não é LEI, logo, tem que ser votado.


Como por exemplo, o caso da “Poupança Fraterna” em que um Senador do PIAUI (olhe só de onde o cara vem e é médico se não me falha a memória), propõe que as pessoas só poderiam gastar 10 vezes o valor da renda per capita nacional (R$ 713,00 em 2003) e que o restante seria confiscado a título de empréstimo compulsório.


Realmente, lindo, digno e provavelmente compatível com a realidade do PIAUI onde ele vive, e onde R$ 7130,00 deve valer uma fortuna, mas inviável num Rio de Janeiro ou São Paulo da vida.

Ademais, considerando que juízes, delegados, senadores e deputados devem ganhar na faixa de 20 mil reais, será que isso iria passar?

***
Outra:

TODO cara revoltado com o presidente da situação repassa aquelas mensagens idiotas, tipo: VÃO ACABAR COM OS DIREITOS TRABALHISTAS! FÉRIAS, 13º SALÁRIO E FUNDO DE GARANTIA.


Se essas pessoas ao menos tivessem estudo direito, saberiam que pra excluir esses direitos não haveria um Projeto de Lei que conseguisse fazer isso: seria preciso criar uma NOVA constituição (o que dá um trabalho do cacete) ou, na pior das hipóteses, para alguns minoritários LOUCOS, um projeto de EMENDA a constituição para suprimi-los, o que seria inconstitucional.

Ah, você não é advogado, não tinha como saber? Pergunta pra qualquer estudante de direito com mais da metade da faculdade concluída que, se ele não tiver certeza, certamente vai pesquisar e aliviar seu desespero.

Eu sou uma mala. Sempre que recebo algo do tipo eu respondo a quem enviou e faço esta pessoa pensar. E faço isso mesmo. Se ela me manda besteira, vai ouvir. Um dia vai parar ou vai ter que continuar me aturando...

Como alguém que freqüenta a internet desde 1998, informo que esse email, originalmente, foi escrito em tempos do governo FHC e, depois, reeditado para escrever: o Presidente Lula vai tirar os seus direitos.

Pois para estas pessoas eu digo: a única pessoa que pode retirar os seus direitos, como estes pro exemplo, é VOCÊ mesmo, elegendo pulhas e patifes para o congresso, simplesmente porque atendem parcialmente a um interesse seu ou por participar de um partido com o qual você simpatiza, ou simplesmente porque você não tem saco de escolher e vota em branco ou vota na legenda.

Deputado, senador, vereador é o cara que você escolhe para falar por você, votar as leis que regulam a sua vida, criar, modificar ou extinguir os seus direitos.

Vote consciente ou não Reclame.

E por favor, não me repasse esses emails ta?

Se você recebe muito email pedindo ajuda ou fazendo campanhas que não tenham sido originadas por pessoas do seu círculo de amizades ou NÃO TEM TEMPO PRA LER ou CHECAR, simplesmente DELETE ou não repasse.

A probabilidade de você não estar ajudando alguém que realmente precisa existe, mas é ínfima perto da realidade que é você encher a caixa de mil pessoas com um email que não leva a nada.

Talvez assim, um dia, você receba muito menos emails e, por isso, tenha tempo de responder a todos e, todo mundo que realmente precisa de ajuda será ouvido.

E você não vai ter um quase-infarto com os emails que ameaçam cortar seus direitos trabalhistas, confiscar sua poupança, e por aí vai...

Se quiser repassar esse email, fique a vontade. Eu confirmo minha autoria.

Atenciosamente,

Mary